A Festa

Entre junho e agosto, o Projeto A Máquina do Tempo (ou longo agora) apresentou três experimentos cênicos promovendo experiências temporais compartilhadas entre público e atores.

No b_arco esteve em cartaz A FESTA, o segundo dos experimentos, depois de O FAROL, que começa em um lugar fechado e termina em um espaço público; e antes de O ESPELHO, encenado em um parque. Todas as apresentações foram gratuitas.

A FESTA
Numa espécie de repartição sem janelas, um “poupa-papa-tempo”, com seções de atendimento, bancos de espera e relógios sem ponteiros, o público, enquanto espera, é convidado a quantificar certos aspectos da sua vida.
A partir da data de nascimento, será calculada a quantidade de dias vividos de cada pessoa presente com seus respectivos dias de vida. “A partir desse ponto, constrói-se quadros sobre aspectos coletivos e pessoais da memória, do esquecimento, do futuro, do sonho e da finitude. A contínua lavagem de pratos brancos questiona a realidade e a qualidade das experiências de todos. Ao final, as janelas são abertas e revela-se a presença da cidade, provocando uma reflexão sobre o tempo presente”, adianta a diretora.
De 14 de julho a 5 de agosto
Sexta e sábado às 21 horas
Domingo às 19 horas
No Centro Cultural b_arco – Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto 426 – Pinheiros.
Duração – 70 minutos.
Capacidade – 60 pessoas.
Retirar ingresso com uma hora de antecedência.
Entrada Franca
Indicação Etária – Livre.
Informações – (11) 3081-6986
 

SAIBA MAIS SOBRE O PROJETO “A MAQUINA DO TEMPO”

NOVO ESPETÁCULO DO GRUPO OPOVOEMPÉ COMEÇA EM HOTEL DE LUXO E TERMINA EM VAGÃO DE TREM
Primeiro, de três novos espetáculos, o experimento cênico O FAROL, do grupo OPOVOEMPÉ levará o público por uma viagem diferente em São Paulo. A montagem, que estreia dia 22 de junho, sexta-feira, às 11 horas, começa no Sheraton São Paulo WTC Hotel, localizado na Marginal Pinheiros, onde o público (de duas em duas pessoas em um total de 10 duplas) fará um “check-in”. Depois, o público sai do hotel e embarca em um trem da CPTM. Um diferencial do “passeio” é que as pessoas munidas de um aparelho de MP3 são convidadas a refletir sobre sua relação com o tempo na cidade.
Contemplado com o Programa de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo, o espetáculo faz parte do projeto A Máquina do Tempo (ou longo agora), que tem como objetivo criar experiências temporais, entre público e atores, com a incorporação do real como elemento artístico, a utilização de conteúdos documentais, a composição com objetos cotidianos em novos contextos e a incorporação do espectador como co-criador.
O projeto traz ainda os espetáculos O ESPELHO, encenado de 30 de junho a 9 de julho, no Parque da Água Branca e A FESTA, que acontece de 14 de julho a 5 de agosto, sempre de sexta-feira e sábado, às 21 horas e domingo, às 19 horas, no Centro Cultural b_arco.
Com concepção, dramaturgia e direção de Cristiane Zuan Esteves, os três formatos cênicos mostram trabalhos independentes sobre a experiência da temporalidade em espaços e formatos cênicos distintos e ganham vida com as atrizes-criadoras Ana Luiza Leão, Graziela Mantoanelli, Manuela Afonso, Paula Lopez e Paula Possani e do músico Pedro Semeghini.
Para Cristiane Zuan Esteves, o tempo é um aspecto básico da existência humana, pois tem sido matéria da filosofia, da física, da religião, da psicologia e da história. “O ser humano sempre discutiu a natureza e a percepção do tempo. Vivenciamos o tempo através de suas dimensões, como a lembrança do passado, a atenção ao presente e a expectativa de futuro. Porém, atualmente nos sentimos na crista de grandes mudanças, em um mundo no qual o impulso geral parece ser o de uma aceleração vertiginosa. Das inquietações diante dessas mudanças, nasceu o desejo de questionar o tempo e nossa relação com ele através deste projeto”, explica a diretora.
Para repensar as questões do tempo, o grupo realizou palestras e grupos de estudos com pensadores como Laymert Garcia dos Santos, Peter Pal Pelbart, Jose Miguel Wisnik,  Jorge Vieira, Maria Rita Kehl, Ciro Marconceds Filho e Cassiano Qullici.
Viagem de trem
Um dos primeiros veículos a impor uma maior velocidade e com isso alterar a experiência do tempo, o trem está presente no primeiro experimento cênico do projeto A Máquina do Tempo (ou longo agora). Em O FAROL, cada dupla integrante do público realiza uma jornada sensorial pela cidade conduzida por uma atriz do grupo. Do alto do Sheraton São Paulo WTC Hotel até a estação de trem localizada na Marginal Pinheiros, onde o público embarca e viaja até a estação Presidente Altino, alternam-se momentos de privação visual, visões parciais da realidade, visões mediadas por dispositivos tecnológicos e conteúdos sonoros documentais, que buscam revelar a coexistência das múltiplas velocidades e as rápidas transformações da cidade. “Com o espetáculo refletimos sobre a relação do poder econômico e a geografia da cidade, as percepções do tempo nos mundos virtuais e reais, as memórias e os esquecimentos que a experiência contemporânea propõe”, afirma Cristiane.
O ESPELHO, encenado no Parque da Água Branca, a partir do dia 30 de junho, o público é convidado a fazer parte de um piquenique com café e bolo enquanto as atrizes compartilham, de forma cotidiana, depoimentos sobre experiências de tempo. A seguir, o público inicia a contemplação do jardim do parque onde crianças brincam. Depoimentos sonoros de crianças e adultos com visões sobre passado e futuro, resultados de entrevistas feitas pelos integrantes do grupo ao longo do processo, são ouvidos pelo público.
O terceiro e último experimento cênico, A FESTA, é realizado em um espaço fechado onde público e atores compartilham o mesmo espaço.
A partir da data de nascimento, será calculada a quantidade de dias vividos de cada pessoa presente com seus respectivos dias de vida. “A partir desse ponto, constrói-se quadros sobre aspectos coletivos e pessoais da memória, do esquecimento, do futuro, do sonho e da finitude. A contínua lavagem de pratos brancos questiona a realidade e a qualidade das experiências de todos. Ao final, as janelas são abertas e revela-se a presença da cidade, provocando uma reflexão sobre o tempo presente”, adianta a diretora.
Dramaturgia que extrapola a ficção
Para o grupo OPOVOEMPÉ o teatro por sua natureza é um fusão de camadas temporais e que durante um espetáculo, atores e espectadores compartilham uma experiência temporal á medida em que convivem tempos heterogêneos: o tempo do drama, da ação fictícia, da encenação e da apresentação. “O tempo, assim como o espaço, é um dos elementos fundamentais que estruturam a transposição teatral. Ao ser compactado, alongado, fragmentado, repetido, propõe uma dramaturgia própria que extrapola a ficção”, acredita Cristiane.
No projeto A Máquina do Tempo (ou longo agora), o grupo cria a dramaturgia do próprio tempo. “Se o teatro propõe um ‘aqui e agora’ partilhado, interessa-nos questionar a compreensão e a percepção do que seria este agora. O próprio espetáculo se torna aqui a máquina do tempo, capaz de fazer trânsitos não naturais entre passado, presente e futuro, capaz de nos fazer perceber possibilidades de eternidade e de finitude, e compartilhar o anseio de tornar a experiência da vida mais viva. De criar um longo agora”, diz a diretora.

SOBRE OPOVOEMPÉ

OPOVOEMPÉ surgiu em 2004 na cidade de São Paulo, com um trabalho baseado na fisicalidade e no desenvolvimento do ator-criador no contexto contemporâneo. A diretora Cristiane Zuan Esteves e as atrizes Ana Luiza Leão, Graziela Mantoanelli, Manuela Afonso e Paula Possani e Paula Lopez formam o núcleo permanente de criação. Desde 2005, OPOVOEMPÉ realiza a Guerrilha Magnética, uma série de intervenções na rua e em espaços públicos, visando, sobretudo, propiciar relações mais vivas entre as pessoas e a apropriação do espaço da cidade. Da Praça da Sé à esquina da Avenida Paulista com Consolação, foram alvo das intervenções do grupo: supermercados, feiras-livres, viadutos, estações de trem e janelas de edifício.
O grupo já encheu as ruas com trouxas coloridas, flanelas alaranjadas, desenhou percursos com giz, ou simplesmente transitou entre invisibilidade e evento, entre gesto banal e dança do cotidiano. A Guerrilha Magnética nasceu do desejo de interagir com o potencial dramático e coreográfico das situações cotidianas. Fazer a “dança do cotidiano” no cotidiano, falar do homem urbano no contexto da urbanidade. Baseadas nas dinâmicas da cidade e em sua arquitetura, as intervenções acontecem em situações de trânsito, consumo e trabalho. Em 2007, o grupo realiza a montagem de 9:50 Qualquer Sofá, espetáculo para espaços alternativos e públicos. Já em 2008, OPOVOEMPÉ participou do UrbanFestival, na cidade de Zagreb, Croácia, sendo o primeiro grupo latino-americano a participar desse festival de arte pública, e da Mostra SESC de Artes. Em julho de 2009, o grupo se apresentou em Munique, Alemanha, onde apresentou um “work in progress” do espetáculo AquiDentro, além da intervenção Out Of Key(s). No mesmo ano estreia o espetáculo AquiDentro AquiFora em São Paulo, sendo contemplado com o Prêmio de Melhor Ocupação de Espaço da Cooperativa Paulista de Teatro. O espetáculo faz apresentações em algumas cidades e no Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto e entra na lista da Revista Cult com um dos melhores espetáculos teatrais da década. Em 2010 o grupo é selecionado no Prêmio Rumos Teatro do Itaú Cultural e desenvolve pesquisa com o Lume Teatro, de Campinas.
Para roteiro:
A MÁQUINA DO TEMPO (ou longo agora)
Concepção, Dramaturgia e Direção – Cristiane Zuan Esteves. Atrizes-criadoras – Ana Luiza Leão, Graziela Mantoanelli, Manuela Afonso, Paula Lopez e Paula Possani. Músico – Pedro Semeghini.  Cenografia – Simone Mina. Trilha Original – Erico Theobaldo. Iluminação – Grissel Piguelin. Figurinos – Anne Cerutti. Assistência de Direção – Joana Dória. Fotografia – Roberto Setton. Produção Executiva – Anayan Moretto. Direção de Produção – Henrique Mariano.
O FAROL – Dias 22, 23 e 25 de junho e 5, 6, 17, 18, 19, 20, 21, 23, 24 e 25 de julho, das 11 às 15 horas, no Sheraton São Paulo WTC Hotel – Avenida das Nações Unidas 12559 – Brooklin Novo. Duração – 70 minutos. Indispensável reserva pelo maquinadotempo@opovoempe.org ou pelo telefone (11) 8389-8231. Capacidade – 20 pessoas, que sairão em duplas em um intervalo de 20 minutos entre cada uma. Indicação Etária – Livre. GRÁTIS.
O ESPELHO – Dias 30 de junho e 1º, 7, 8, 9 de julho às 10 e 16 horas. Dias 15, 22 e 29 de julho, às 10 horas, no Espaço das Figueiras do Parque da Água Branca – Avenida Francisco Matarazzo 455 – Água Branca. Duração – 60 minutos. Capacidade – 15 pessoas. Retirar ingresso com uma hora de antecedência. Indicação Etária – Livre. GRÁTIS.
A FESTA – De 14 de julho a 5 de agosto, sexta-feira e sábado às 21 horas e domingo às 19 horas, no Centro Cultural b_arco – Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto 426 – Pinheiros. Duração – 70 minutos. Capacidade – 60 pessoas. Retirar ingresso com uma hora de antecedência. Indicação Etária – Livre. GRÁTIS.
Outras informações http://www.opovoempe.org
 

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