Carol Scalice e Rafael Moretti falam sobre lançamento de filmes

“Existe uma preocupação crescente com o lançamento dos filmes e desempenho comercial, mas ainda faltam profissionais qualificados.”

Dados divulgados em janeiro pela Ancine, o mercado de cinema no brasileiro quebrou um recorde histórico em 2012. A arrecadação foi de R$ 1,6 bilhão; e público total foi de 146,4 milhões de expectadores. Com esse mercado já aquecido, vamos saber com os nossos entrevistados da semana, Carol Scalice e Rafael Moretti, Produtores de Lançamento de Filmes, quais as perspectivas do mercado para produção e comercialização de filmes. Carol e Rafael vão ministrar o curso Produção de Lançamento de Filmes no b_arco, no próximo mês.
 
 
 
 
 
 
 

Carol Scalice iniciou sua carreira no cinema como assistente de produção de Sara Silveira (Dezenove Som e Imagens), onde teve seu primeiro contato com produção de lançamento, com o premiadíssimo longa metragem “Cinema, Aspirinas e Urubus“ de Marcelo Gomes. Em junho de 2012, lançou o longa “Violeta foi para o céu“  do diretor chileno Andrés Wood (o mesmo de “Machuca“). Atualmente, é produtora na Boutique Filmes, assinando a coordenação de produção das séries do Dr. Drauzio Varella dentro do  programa dominical Fantástico e dos projetos da casa.

Leia a entrevista

1-b_arco: Qual a demanda do mercado cinematográfico para os produtores no Brasil hoje?

CAROL – Graças aos editais e fundos do Brasil, o mercado cinematográfico está agitado, produzindo muitos filmes.

RAFAEL – Existe uma preocupação crescente com o lançamento dos filmes e desempenho comercial, mas ainda faltam profissionais qualificados que entendam os processos de marketing e lançamento de cinema.

2-b_arco: Levando em conta a sua experiência, produzir o lançamento de um filme é uma tarefa árdua aqui no Brasil?

CAROL – Sim, pois na maioria das vezes os produtores resolvem “tirar“ dinheiro da comercialização para poder finalizar seu filme. O filme fica pronto e sem verba para o lançamento. E quando se consegue esta verba, é pequena. O cinema americano tem por estratégia investir mais, às vezes, na comercialização do que na produção em si. Brasil?

3-b_arco: Nosso mercado é carente de profissionais para essa atividade? Por quê?

CAROL – Produção de lançamento ainda é uma função pouco conhecida e explorada no Brasil. Atualmente, o próprio produtor acaba responsável pela comercialização, sem contratar um profissional especializado nisso.

RAFAEL – Extremamente carente e a tarefa do nosso curso é justamente tentar capacitar mais pessoas e chamar à atenção para esta atividade.

4-  b_arco: O seu curso é mais voltado para cinema autoral e independente ou não? Quais as perspectivas para esse mercado?

CAROL – Com certeza é mais voltado ao cinema independente. As perspectivas são ótimas, já que falta profissional especializado no mercado.

5- b_arco: E os festivais, são eles os caminhos mais viáveis para os curtas? Ou você consegue ver outros nichos?

CAROL – Sim, no Brasil e no exterior. As janelas de vendas de curtas são poucas e não muito rentáveis, ainda.

6- b_arco: Qual é o seu público alvo?

CAROL – Profissionais de cinema procurando outras áreas de atuação, estudantes formados ou não que queriam se aprofundar em comercialização de filmes.

 
Silvia Castelo Branco – Comunicação
17 fev, 2013

Fechar Menu
Close Panel