Arte e Mal-Estar: Antídoto ou Reificação?

Arte e Mal-Estar: Antídoto ou Reificação?

com Daniele Sanches e Renata Pedrosa
> Qual voz a arte tem hoje? A arte tem a voz de antídoto do mal-estar ou reificação dos pactos de silêncio?


Data

  • 27 de julho de 2019
    Sábado, das 10h às 17h (1 hr de intervalo)

Valor

Detalhes Preço Qtd
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Conteúdo

A arte que um dia ocupou o lugar da contestação do status quo mostra-se hoje absorvida pela lógica social de luxo e consumo a qual se opôs radicalmente aos movimentos anteriores.

O curso propõe que a absorção da arte como uma das engrenagens do sistema de luxo acompanha as principais mutações oriundas da virada de uma sociedade de produção para uma sociedade de consumo. A década de 1970 representa um dos principais momentos dessa báscula.

A primeira parte do curso será situada antes da década de setenta, período conhecido como modernidade, abordando o papel do sujeito freudiano, um homem reflexivo e insatisfeito com o mal-estar imposto pela lógica moral e produtiva da civilização. Criado por Sigmund Freud, o homem do inconsciente livre que dribla nos sonhos a clausura social, tornou-se a inspiração do surrealismo que contestou qualquer traçado que se julgava imutável e pré-formatado. 

Do ponto de vista das artes visuais, a modernidade caracterizou-se por práticas de contestação, transgressão e crítica artística e política, antagônicas ao modelo hegemônico de subjetividade burguesa. Tais práticas buscavam modelos alternativos para a estruturação cognitiva, perceptual e linguística da experiência social.

A partir da década de 70, a segunda parte do curso revela a queda do sujeito freudiano com a instauração do neoliberalismo como modelo econômico. Muda-se, a partir de então, o modo pelo qual se estabelece laço social: a imagem substitui a fala. Não se trata de uma mudança na forma de comunicação, mas sim da instauração de um mutismo psíquico. Não é necessário falar ou pensar, contente-se com o que vê.  Quanto mais absoluto é o sucesso da imagem, mais torna-se muda a voz contestatória do sujeito. Eis aí, o atual impasse da arte. Qual voz tem hoje? A arte tem a voz de antídoto do mal-estar ou reificação dos pactos de silêncio?

 

Aluno

Público-alvo: Aberto a todos os interessados

Carga horária total: 1 encontro – 6 horas

 

Sobre as professoras

Daniele Sanches é psicanalista, doutora em Psicologia Clínica pelo Instituto de Psicologia da USP-SP, mestre pela PUC-SP e pesquisadora do Instituto Vox de Pesquisa em Psicanálise, em São Paulo. Desenvolve estudos que articulam a psicanálise lacaniana às problemáticas da sociedade contemporânea. Atualmente coordena no Instituto Vox uma pesquisa sobre “Crueldade e Laço Social” e dirige – em parceria com os psicanalistas Mauro Mendes e Luiz Eduardo Moreira – o projeto “Vociferarte”, iniciativa que reúne artistas e psicanalistas para pensar dissoluções possíveis dos laços de ódio presentes na sociedade.

 

Renata Pedrosa é pós-doutoranda pelo Instituto de Arquitetura e Urbanismo da USP São Carlos, doutora (2013) e mestre (2004) em Poéticas Visuais pela ECA-USP. Leciona desde 2002 e em 2005 foi orientadora no Laboratório de Artes Visuais: encontros experimentais de estudo, produção e discussão de artes visuais, no Departamento de Artes Plásticas da ECA-USP, onde também foi Professora Contratada entre 2014 e 2015. Atualmente é professora do Curso Preparatório para Graduação da Escola Britânica de Artes Criativas além de coordenadora do curso Técnicas de Desenho e Ilustração na mesma instituição. É artista visual e desenvolve trabalhos tridimensionais tais como objetos, instalações e intervenções urbanas, além de desenhos. www.renatapedrosa.com.br


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