Documentário para Cinema e TV

Documentário para Cinema e TV

com Deborah Osborn e Flávia Guerra
> O Cinema do Real - História, linguagens, narrativas e formatação de projetos de documentários.


Data

  • 31 de julho a 9 de outubro de 2019
    quartas, das 19h30 às 22h30*

Valor

Detalhes Preço Qtd
À vistaMais Detalhes  R$1.800,00 (BRL)   Encerrado
Parcelado em 4xMais Detalhes  R$484,00 (BRL)   Encerrado

VAGAS ENCERRADAS PARA ESSA TURMA
31 de julho a 9 de outubro de 2019

 

Apresentação

A produção brasileira de documentários nunca foi tão rica, com cineastas filmando desde docs intimistas até filmes políticos. Neste cenário, ter repertório, conhecer a história e dominar as técnicas do formato para aliar teoria e prática é essencial .

Conteúdo

Unindo teoria e prática, mantendo o foco nas novas tendências do documentário para cinema, TV e Web, o curso oferece um panorama abrangente dos diferentes gêneros e estilos documentais por meio da exibição de marcos da história do documentário. Além disso, Documentário para Cinema e TV também promove tanto a discussão quanto a reflexão sobre as diversas vertentes e possibilidade de linguagens do cinema documental.

Na etapa teórica, as aulas abordarão desde as primeiras experiências cinematográficas, que foram justamente capturas do real, como as realizadas pelos irmãos Lumière, passando por importantes realizadores da história do cinema documental como Robert J. Flaherty, John Grierson e Dziga Vertov, até narrativas mais experimentais como Agnés Varda, Wim Wenders e Werner Herzog, além dos mestres do Cinema Direto como Albert e David Maysles, Frederick Wiseman, Robert Drew, e do Cinema Verité, como Jean Rouch e Edgar Morin.

Por meio da abordagem da história geral do gênero documental, da descrição de diversas tendências, escolas, teorias, linguagens e exibição de trechos dos mais importantes e significativos documentários internacionais e nacionais, o curso irá traçar um rico panorama.

Além da história, irá apresentar e discutir as novíssimas vertentes do cinema documental contemporâneo, como o mockumentary, o ‘documentário-diário’ (em primeira pessoa, narrando fato ou situação pessoal), o subjetivo, o de animação, entre outros.

Um dos módulos do curso trará o olhar sobre os expoentes da cinematografia nacional, representada por nomes como Humberto Mauro, Eduardo Coutinho, João Moreira Salles, Carlos Nader, Kiko Goiffman, Helvecio Marins, Pablo Lobato, Gabriel Mascaro, Rodrigo Siqueira e Christiano Burlan.

No módulo prático, os alunos se dividirão em grupos para formatar projetos a partir de ideias sugeridas pelos próprios alunos do grupo, de forma que eles tenham a oportunidade de aprender a transformar ideias em projetos audiovisuais mercadologicamente viáveis, quais as possibilidades de financiamento possíveis e – no futuro – quais seriam as possibilidades de distribuição e lançamento para o filme. Serão discutidas as diferenças e as diversas etapas de produção de um documentário para cinema, televisão e internet. 

 

Vídeo

Com a revolução tecnológica, nunca se filmaram tantos documentários. Mas o gênero tem sua própria história, escolas, pioneiros, estilos e vertentes. O curso ‘Documentário para Cinema e TV’ traz este panorama e alia a teoria à prática, oferecendo também mecanismos para se formatar um projeto documental e exercícios para se colocar sua ideia em prática  nas mais diversas mídias.

Confira mais com as professoras Flavia Guerra e Deborah Osborn: 

 

Cronograma

Aula I – Panorama do Documentário Mundial

Introdução ao Cinema Documental.

O cinema nasceu documentário:os irmãos Lumière e o primeiro filme da história, A Chegada do Trem na Estação, um documentário.

O que é documentário? 

A definição precisa do que é o cinema documental e os diversos debates em torno do termo. 

Nanook, O Esquimó(1922), de Robert Flaherty, considerado de fato o primeiro documentário da história

 

Aula II –  Escolas, vertentes, estilos e formatos de documentário

Expositivo, observacional, interativo ou reflexivo: as variadas formas de se retratar a realidade e, a partir disso, produzir cinema e/ou um produto audiovisual.

Documentário é um gênero audiovisual que tem profunda relação, e muitas vezes compromisso, com a realidade.

Diferenças e semelhanças entre Cinema Direto(americano) X Cinema Verité(Cinema Verdade francês).

Novos e diferentes gêneros contemporâneos: O caso do mockumentary (documentário falso), prova de que nem todo documentário é um retrato do real e muito menos produto jornalístico.

O rigor histórico ou jornalístico e sua importância.

É possível abrir mão do rigor histórico e/ou jornalístico sem, no entanto,  enfraquecer a força de retratar muitas vezes a realidade até mesmo de forma mais eficiente do que reportagens ou artigos históricos?

 

Aula III – Categorias do documentário: Discurso Direto e Discurso Indireto 

Voz e Modos de representação documental: Modos Expositivo, Observativo, Reflexivo, Performático, Poético

Técnicas, estilos e recursos:Uso de metáforas, narração em primeira pessoa, técnicas de animação e elementos de ficção (como no caso do docudrama), para atingir um efeito de retrato de um personagem real, um fato histórico ou até mesmo um fenômeno da natureza.

Estudos de casos:

Exibição e análise de trechos dos mais representativos documentários internacionais, que ilustram os conceitos tratados em aula: a produção da Escola Britânica de Documentários, clássicos do Cinema Direto como PrimáriasSalesmanGimme Shelter e Tititcut Follies; do Cinema Verité francês, como Deuses LoucosCrônica de um Verão, além de expoentes contemporâneos como RyanValsa com BashirTarnationThe Act of Killing Citizenfour e Making a Murderer.

Parte 2 –  Breve Panorama do Documentário Nacional

As imagens de Afonso Segreto;

Panorama do Documentário no Brasil, de Gustavo Soranz Gonçalves;

Documentários antropológicos e etnográficos;

A Comissão Rondon;

Silvino Santos e No Paiz das Amazonas;

O Instituto Nacional Cinema Educativo;

Anos 60: O fenômeno das grandes metrópoles;

Aruanda, de Linduarte Noronha, um divisor de águas no cinema documental brasileiro;

A produção cinematográfica durante os anos de ditadura e a perseguição aos cineastas;

Obras e cineastas a serem destacados em aula: Eduardo Coutinho,  Jorge BodanzkyCarlos Nader, Walter Carvalho, Orlando Senna, Octávio Bezerra, Jorge Furtado, Katia Lund, João Moreira Salles, Walter Salles, Laís Bodanzky, Paulo Caldas e Marcelo Luna, João Jardim, Paulo Sacramento, José Padilha, Felipe Lacerda, Gabriel Mascaro, Cao Guimarães, Sandra Kogutt, Marcelo Gomes, Karim Ainouz, Kiko Goiffman.

 

Aula IV – Introdução ao Roteiro Documental: estudo de conceitos e possibilidades e a Jornada do Herói no Cinema do Real

Além de apresentar os elementos básicos do roteiro ficcional e abordar a forma como estes podem, e devem, ser utilizados para se contar uma história documental, a aula tratará da Jornada do Herói e dos elementos que podem servir de base para a construção da narrativa do documentário.  

 

Aula V – Convidado Especial – JOAQUIM CASTRO

Joaquim Castro é diretor e experiente montador de documentários, trabalhou com os mais inventivos diretores do Brasil. Seu primeiro longa como diretor foi “Dominguinhos” onde ganhou o prêmio de Júri Popular de melhor Documentário no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro em 2015, o filme circulou por alguns dos mais importantes festivais do Brasil e do mundo. Em 2019 finaliza seu segundo longa metragem como diretor chamado “Teatro Oficina – Uzyna de Desejos”. Ainda este ano terminou um longo processo de montagem e desenho de som do filme “Democracia em Vertigem” da aclamada diretora Petra Costa que abriu o festival de Sundance deste ano e está em cartaz no Netflix em mais de 190 países. Trabalhou em premiados filmes sobre seminais músicos brasileiros como, Jards Macalé (Jards de Eryk Rocha que recebeu o prêmio de Melhor diretor no Festival do Rio em 2013), Ney Matogrosso (Olho Nu de Joel Pizzini vencedor do prêmio de melhor filme do jurí popular no Festival In-Edit Brasil 2014), Benjamin Taubkin (O Piano que Conversa de Marcelo Machado levou o prêmio Júri Popular no In-Edit Brasil 2017), Maria Bethânia (O Vento Lá Fora e Fevereiros que levou o prêmio Júri Popular no In-Edit Brasil 2018 ambos de Marcio Debellian) entre outros. Com o cineasta Sergio Bernardes montou e desenhou o som de “Tamboro – Para Todos Sem Excessão”, melhor montagem e prêmio especial do júri no Festival do Rio em 2009. Com a diretora Paula Gaitán colaborou na montagem do longa “Exilados do Vulcão” melhor filme e melhor montagem no 46º Festival de Brasília e montou o filme “Agreste” (2010) presente na 29a Bienal de S.P, Mostra Internacional de S.P e hors concours no Festival do Rio 2010. Montou também o premiado “Terras” (2009) de Maya Da-Rin que participou de 35 festivais pelo mundo com destaque para as seleções oficiais de Leipzig, Locarno e ganhou o prêmio Las Câmaras de La Diversidad em Guadalajara.

 

Aula VI – A Montagem e como se realiza um Documentário:

O passo a passo para a realização de um documentário:

Da ideia ao projeto;

A pesquisa nos documentários e o desenvolvimento do roteiro;

Direção e as diferentes funções da equipe;

A análise técnica: elementos fundamentais para iniciar um orçamento;

Plano de filmagem;

Os elementos básicos da montagem e finalização de um filme;

Formas de financiamento e as possibilidades de lançamento em circuito comercial.

** Os alunos receberão uma lista com os principais festivais, fundos de financiamento e editais de documentário. 

 

Aula VII – Novas formas narrativas, possibilidades alternativas de janelas de distribuição de conteúdo com Camila Nunes:

O documentário como experimentação de novas linguagens audiovisuais; novos formatos para diferentes meios.

Produção para televisão: formatos, grade de programação,  formas de financiamento, Lei 12.485/2011 (lei da TV Paga).

Websérie: como contar uma história no universo online.

Com formação em Cinema, Camila Nunes trabalhou por 10 anos no Grupo Polo de Imagem /  Pacto Audiovisual / TAL – Televisão América Latina, adquirindo amplo conhecimento do mercado de produção e coprodução internacional de documentários e programas para TV, do funcionamento de canais de TV a cabo e produtoras independentes, atuando com direção e produção executiva de projetos de conteúdo e entretenimento do Grupo. Desde 2012, trabalha na curadoria de conteúdo, desenvolvimento e formatação de projetos e suas viabilizações mercadológicas no núcleo de Cultura e Entretenimento da produtora Big Bonsai. 

 

Aula VIII: Exercício prático:

A partir do brainstorm de ideias propostas pelos alunos durante o curso, a turma se dividirá em grupos para trabalhar na prática no desenvolvimento e formatação de um projeto de sua preferência. As coordenadoras irão auxiliar os grupos a partir desse exercício a desenvolverem seus projetos nos moldes dos editais de documentário e a também pensarem possibilidades de planos de financiamento a partir do perfil de cada projeto. 

 

Aula IX –  Exercício prático e Técnicas de Pitching:

Continuação do exercício prático em grupo. Serão ensinadas Técnicas de Pitching e de como melhor formatar, apresentar e vender o seu projeto para produtores, TVs, distribuidores e outros players do mercado audiovisual. 

 

Aula X– Doctoring dos Projetos: Deborah Osborn e Flavia Guerra

Os projetos serão apresentados, discutidos e analisados em grupo. 

 

Aula XI – Convidado Especial – CRISTIANO BURLAN

Cristiano Burlan nasceu em Porto Alegre. É diretor de cinema e teatro e professor. Sua filmografia contém mais de 20 filmes, entre ficções e documentários. Realizou a Tetralogia em Preto e Branco composta por quatro longas-metragens sobre a cidade de São Paulo, Sinfonia De Um Homem Só, Amador, Hamlet e Fome (premiado no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro). Seu documentário Mataram meu irmão (2013) foi o vencedor do É Tudo Verdade 2013, angariando os prêmios de Melhor Filme do Júri Oficial e da Crítica, do 4º Festival SESC de Melhores Filmes como Melhor Documentário do Ano e do Prêmio do Governador do Estado de São Paulo como Melhor Filme. Em 2016, escreveu o roteiro do longa-metragem A mãe, que foi selecionado para o 7º Brasil CineMundi – International Coproduction Meeting e ganhou o prêmio de co-produção internacional para participar do Cinélatino, Rencontres de Toulouse – FRANCE. Em 2018, lançou seu último longa-metragem de ficção em que dirigiu e roteirizou, Antes do Fim, uma co-produção com o Canal Brasil que tem como protagonistas Helena Ignez e Jean-Claude Bernardet. O filme ganhou o Prêmio Especial do Júri da APCA em 2018. No mesmo ano, estreou no Festival É Tudo Verdade, em competição, o documentário “Elegia de um crime” sobre o assassinato de sua mãe, o filme encerra a “Trilogia do Luto” composta também pelos filmes “Construção” e “Mataram meu irmão”.

 

Entrevista para o TelaTela:

“Para Audiovisual amadurecer, informação precisa circular melhor”

http://telatela.cartacapital.com.br/krishna-mahon-para-audiovisual-amadurecer-informacao-precisa-circular-melhor/

Entrevista para o NETLABTV:

“Como vender seu projeto para um canal de TV?”

http://www.netlabtv.com.br/site/krishna-mahon-para-vender-seu-projeto-e-preciso-entende-lo-como-um-negocio/

 

 

 

Aluno

Carga horária total – 11 encontros – 33 horas

*A segunda aula acontecerá na terça-feira, dia 6 de agosto. As demais permanecem às quartas-feiras.

Aberto a todos os interessados.

Inscrições até 31/07 ou até acabarem as vagas.

 

 

Sobre as Professoras

Deborah Osborn, nascida em São Paulo e com formação em Comunicação Social na ESPM, começou sua carreira trabalhando no Departamento de Cinema do MIS-SP. Após uma extensão em Cinema na NYU – New York Universitiy, fez mestrado também em Cinema pela Goldsmith College – University of London como bolsista Chevening do British Council.

Sócia-fundadora da bigBonsai, Deborah é responsável pela Produção Criativa dos projetos de entretenimento da produtora, com destaque para o projeto multiplataforma (documentário + webserie) Dominguinhos, selecionado para importantes festivais como IDFA, Dok Leipzig,Doc LisboaSXSW e Moscow IFF. Entre suas produções mais recentes estão as séries documentais My Life is Circus (8×60’), para a HBO Latin America, e Palavras Permanecem (6×30’), para o canal Curta!. Em fase de produção para o mesmo canal, encontra-se o documentário musical Águas Claras – O Barato de Iacanga.  Um dos principais focos de seu trabalho na bigBonsai são as coproduções internacionais. Em breve, rodará o longa de ficção O Livro dos Prazeres, com a Rizoma Films da Argentina. Também desenvolve outros 3 projetos de ficção em coprodução internacional: La Barbarie com a produtora argentina Le Tiro, El Gol Más Triste com a produtora chilena Manufactura de Películas e El outro Logo com a produtora também chilena Treból Films. Atua como júri e/ou palestrante em diversos festivais, como SXSWFestival de GramadoMostra Olhar de Cinema (Curitiba), Rio Market (Festival do Rio), Cine PE de Recife e Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo.

Deborah foi curadora e produtora da mostra de cinema e workshop Kevin Macdonald – Um Olhar Plural, em parceira com o Festival Cultura Inglesa, que aconteceu em junho de 2017 no MIS-SP. No mesmo ano, foi a única representante brasileira selecionada para participar do EAVE Producers’ Workshop, um dos principais encontros da rede europeia de empreendedores do audiovisual.

www.bigbonsai.com.br

 

Flavia Guerra é documentarista e jornalista. É editora do TelaTela (www.telatela.com.br), especializado em cinema e TV e colunista de cinema do canal Arte 1 e comentarista do programa Café com Jornal da Rede Bandeirantes. Em documentários e cinema, já roteirizou, narrou, produziu, dirigiu diversos projetos. Foi coprodutora e assistente de direção de curtas como O Caminhão do Meu Pai (pré- finalista ao Oscar 2015, dirigido por Maurício Osaki), dirigiu Karl Max Way (premiado no Festival É Tudo Verdade 2010), integrou a equipe de Marcha da Vida (dirigido pela nomeada ao Oscar Jessica Sanders, sobre sobreviventes do Holocausto, filmado nos Campos de Concentração da Polônia e em Israel); e roteirizou e narrou a série documental Brasil Visto do Céu (ainda inédito no Brasil, coprodução da Gullane Filmes e da francesa Arte); é assistente de direção da série documental Poemaria, em fase de filmagens, entre vários outros.

Como jornalista, atuou como repórter de Cultura de O Estado de S. Paulo por 15 anos. Já cobriu os principais eventos de cinema do mundo, tais como CannesBerlimVeneza, e entrevistou personalidades como Al Pacino, Martin Scorsese, Francis Ford Coppola, Brad Pitt e Fernando Meirelles, entre outros.

 

Local

Endereço:
Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 426, São Paulo, SP, 05415-020, Brasil

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