O Cinema revolucionário e militante do movimento nuevo cine latinoamericano

O Cinema revolucionário e militante do movimento nuevo cine latinoamericano

com Daniela Gillone
> Introdução aos conceitos, teorias e manifestos de cinema e à análise fílmica, a partir da filmografia latino-americana das décadas de 1960 e 1970


Data

  • 13 de julho a 10 de agosto de 2019
    Sábados, das 10h30 às 13h30

Valor

Detalhes Preço Qtd
À vistaMais Detalhes  R$460,00 (BRL)  
Parcelado - 2xMais Detalhes  R$255,00 (BRL)  

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Apresentação

O  curso  parte  da  análise  das  cinematografias  do  movimento  Nuevo  Cine Latinoamericano. Esse cinema se legitimou em sua militância política por suas abordagens às realidades pautadas nas incompletudes de projetos nacionais e na   condição   de   países   subdesenvolvidos. Neste   contexto,   manifestos   e ensaios, publicados pelos integrantes do  Nuevo Cine, propunham um cinema militante,  de  resistência  aos  padrões  impostos  pelos  cinemas  dos  grandes estúdios,  como  “Estética  da  fome”(1965)  e  “Estética  do  sonho”  (1971),  do brasileiro Glauber Rocha, grande expoente do Cinema Novo e do Nuevo Cine que se estendeu pelo continente; Hacia un tercer cine (1969), dos argentinos Fernando Solanas e Octavio Getino; Por un cine imperfecto (1969), do cubano Julio Garcia Espinosa; Teoría y práctica de un Cine junto al pueblo (1979), do boliviano  Jorge  Sanjinés;  e  La  dialéctica  del  espectador  (1982),  do  cubano Tomás  Gutiérrez Alea;  Cine  y  subdesarrollo  (1962),  de  Fernando  Birri.  Tais manifestos  serão  analisados  a  partir  de  alguns  estudos  específicos  como  as representações dos heróis bandoleiros, o imaginário indígena, as revoluções e ditaduras militares e de reflexões mais amplas sobre os conflitos nas relações sociais.  Com  base  nesses  conhecimentos,  e  numa  fundamentação  teórica sobre  os  pressupostos  políticos  das  imagens  e  do  realismo,  os  participantes serão introduzidos às possibilidades da análise fílmica.

 

Conteúdo

O curso propõe discussão sobre o cinema revolucionário e militante do Nuevo Cine  Latinoamericano,  entre  outras  cinematografias  que  abordam  questões políticas e sociais da América Latina. Essas questões serão analisadas a partir de  alguns  estudos  de  caso  específicos  como  o  imaginário  indígena,  as revoluções  e  ditaduras  militares  e  de  reflexões  mais  abrangentes  sobre  os conflitos nas relações sociais.

 

Eixos  temáticos:  Introdução  às  questões  estéticas  e  políticas  do  cinema  da

América Latina As teorias dos cineastas O realismo e a política das imagens

 

Cinema argentino

Questões políticas e sociais e as formas de representações do exílio

Cine y subdesarrollo” – O cinema de Fernando Birri

El tercer cine e a filmografia de Fernando Solanas

 

Cinema brasileiro

O proto-Cinema Novo como resposta ao cinema dos estúdios

Da primordial utopia cinemanovista ao colapso do golpe militar de 1964

 

Cinema cubano

A  Revolução  Cubana  na  perspectiva  do  subdesenvolvimento:

os filmes Soy Cuba Memorias del Subdesarrollo

Por un cine imperfecto (1969), do cubano Julio Garcia Espinosa

La dialéctica del espectador (1982), do cubano Tomás Gutiérrez Alea

 

Cinema chileno

A trajetória do cinema militante no Chile.

Festivais, manifestos e movimentos pelo Nuevo Cine Latinoamericano. Miguel Littín e o cinema de exílio

A trilogia de Patrício Guzmán

 

Cinema boliviano

Teoría y práctica de un Cine junto al pueblo – O cinema de Jorge Sanjinés

 

 

METODOLOGIA

Os episódios cruciais da história dos países latino-americanos explorados nos filmes  de  ficção  e  documentários  serão  analisados  não    para  entendê-los, mas,  principalmente,  para  se  refletir  sobre  os  modos  pelos  quais  eles  foram construídos. Serão feitas exposições sobre os aspectos estéticos e históricos e a  produção  de  visões  que  se  dialogam  ou  que  se  contraponham  sobre  o passado histórico na produção cinematográfica.

Os filmes serão utilizados como veículo de conhecimento para a introdução de temas  complexos,  tais  como  a  liberação  da  América  Latina  da  dominação espanhola e portuguesa, as revoluções e os acontecimentos políticos no início do século anterior. Também serão explorados os  movimentos indígenas e as repressões vivenciadas pelas populações urbana e rural que foram oprimidas pelos latifundiários no campo e pela ditadura militar nas cidades. Esses temas são   fundamentais   para   se   refletir   sobre   questões   políticas     sociais historicamente representadas no cinema da América Latina.

O  diálogo  existente  entre  cinema  e  representação  da  realidade  social  latino- americana   permite   questionar   as   formas   como   os   filmes   abordam   os acontecimentos  políticos  e  sociais.  Portanto,  o  ponto  de  partida  para  as análises desses planos é questionar como a realidade social e as personagens foram  representados  nas  produções  selecionadas,  ou  seja,  a  forma  como  os autores pensam suas obras e como elas chegam aos espectadores. A proposta é a de ultrapassar as questões que o filme consegue transmitir e procurar pelas respostas de  como foram  transmitidas, de forma intencional, para provocar a identificação do espectador.Para alcançar essas questões e poder exprimi-las, o método de análise não se fixará  em  normativas,  como  propõe  o  exercício  da  “crítica  imanente”  de Theodor Adorno, que recusa o uso de métodos e conceitos predefinidos para uma análise e que propõe uma reflexão que supõe uma constante revisão da estética  implicada  na obra.  Parte-se  da  necessidade  de  se  discutir  um  plano fílmico expondo o modo pelo qual ele está organizado. Uma análise interna da obra  em  que  encontramos  os  feitos,  os  conflitos,  objetivos  de  personagens, temas e a ideia central da obra, porém com um procedimento diferenciador da análise técnica.

 

Recursos

  •   Contextualização  política  e  estética  do  cinema  de  resistência  da  América Latina, feita através de exposição oral e leituras, com uma seleção de filmes dos   períodos   clássico     moderno.   Discussão   de   temas   específicos   do movimento cinematográfico Nuevo Cine Latinoamericano. Análises fílmicas.

 

  •  Todos os encontros serão finalizados com debates, permitindo, assim, que o público dialogue sobre o reconhecimento que teve das imagens. Pretende-se, dessa  maneira,  ampliar  o  campo  de  discussão  sobre  as  representações caracterizadas na trajetória do cinema latino-americano.

 

Aluno

Carga horária total – 05 encontros – 15 horas

Para: Jovens  e  adultos.  Estudantes  e  profissionais  interessados  na  história  do cinema latino-americano

Assistir aos principais filmes elencados nos encontros.

 

Sobre a professora

Ana  Daniela  de  Souza  Gillone  é  professora  e  pesquisadora  de  cinema,  pós- doutorada  pelo  Departamento  de  Comunicações  e  Artes  da  Universidade  de São  Paulo  (ECA-USP).  Ministrou  cursos  de  extensão  universitária  no  Centro Brasileiro  de  Estudos  da  America  Latina  (CBEAL    Memorial  da  América Latina), na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo e no Centro de Estudios Brasileños – Universidad de Salamanca, além de cursos livres de cinema  latino-americano  no  MIS  e  nas  unidades  SESC.  É  pesquisadora  do grupo de estudos Cinema Latino-americano e vanguardas artísticas, vinculado a UNIFESP e ao CNPq. 

Professor


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