[ESGOTADO] Problemas no Segundo Ato (Conversas Sobre Roteiro)

com
Jorge Furtado
> A escritura de roteiros de cinema e televisão, exemplos, exercícios e conversas com roteiristas experientes sobre princípios, processos e métodos de trabalho.

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27 a 30 de abril de 2020

segunda a quinta, das 19h às 20h30

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Sentimos muito, mas todos os bilhetes tiveram suas vendas finalizadas porque o evento já ocorreu.

As inscrições estão encerradas.

Deixe seu contato e avisaremos quando houver uma nova edição deste curso.

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VAGAS ESGOTADAS PARA ESSA TURMA

 

Nos anos de ouro de Hollywood (1920-1940) os estúdios empregavam dúzias de roteiristas, eles costumavam frequentar um bar em Los Angeles que ficava aberto a noite toda, tinha um sanduíche farto e cerveja barata. O nome do bar ninguém lembra,  todos o chamavam de “Problemas no segundo ato”.

Todo mundo que já tentou escrever um roteiro enfrentou problemas no segundo ato. A prática do roteiro para cinema e televisão é uma forma bastante específica de escrita, geralmente colaborativa, com encomendas precisas e rígidos prazos de entrega, uma escrita destinada exclusivamente a ser transformada em produto audiovisual. O dia a dia de trabalho de uma sala de roteiristas tem muitas rotinas possíveis, cada profissional ou grupo elege a sua preferida.

Numa conversa aberta com os roteiristas e diretores Guel Arraes, Adriana Falcão, Lucas Paraizo e Patrícia Pedrosa, Jorge Furtado propõe falar sobre estes métodos, processos, formas de organizar e dividir o trabalho. Em 36 anos de trabalho, Furtado já escreveu diversos roteiros de cinema e televisão, em vários formatos, e garante que continua cometendo erros, mas espera que sejam sempre erros novos.

O roteirista flutua entre dois mundos, o da literatura e do cinema, e precisa conhecer um mínimo sobre eles para poder aproveitar e evitar o que cada um lhe apresenta. O roteiro narrativo, aquele que conta uma história, está filiado a tradição do conto de tradição oral, obedece – ou desobedece – regras milenares. Um texto é uma máquina de gerar interpretações e, no caso do roteiro, uma máquina de gerar imagens e sons. Esta máquina pode ser ajustada, lubrificada, transformada, pode voar ou naufragar.

Não é muito comum a troca de experiências entre profissionais de roteiro a não ser em caso de colaboração num trabalho. Abrir esta conversa aos interessados, estudantes, profissionais e interessados por cinema, pode ser proveitoso e divertido. O curso pretende ajudá-los a enfrentar os “problemas no segundo ato”, que certamente virão.

“Aliás, alguma vez um artista perdeu um mínimo de gênio por formular com clareza os dados positivos de sua técnica? Creio, porém, que, entre todas as artes, a do teatro é a que mais recorre a este gênero de conhecimentos, de cálculos, de formulações. Quem protestasse contra a idéia de qualquer cálculo nesses domínios, simplesmente estaria provando que nada entende da arte teatral, na qual sempre existiu muitos cálculos ou, se esta palavra ofende alguns sentimentais, muitos artifícios engenhosos e longamente meditados. Aliás, em que arte não há?” (Étienne Souriau)

 

Aulas

Dia 27/4 – Argumento, história, relevância e a oportunidade da história
com Guel Arraes, diretor de novelas e filmes como  “O Auto da Compadecida” (2000), “Lisbela e o Prisioneiro” (2003), e também é co-roteirista de “Meu Tio Matou um Cara” (2004).

Dia 28/4Estrutura, arco longo e escaletas
com Lucas Paraizo, roteirista de cinema e TV. Na Rede Globo, Lucas escreveu as séries “A Teia”, “O Caçador”, “O Rebu” e “Justiça”. É autor do livro “Palavra de Roteirista”

Dia 29/4Desenvolvimento, cenas e diálogos
com Adriana Falcão, roteirista e escritora brasileira. Atualmente, roteirista da TV Globo, escreveu para séries como “A Comédia da Vida Privada”, “A Grande Família” e “Mister Brau”, além de contribuir para roteiros de cinema de longas como “Como Se Eu Fosse Você”, “O Auto da Compadecida” e “O Ano Em Que Meus Pais Saíram De Férias”.

Dia 30/4 – Relação do roteiro com a direção
com Patrícia Pedrosa é uma das diretoras em ascensão na Globo. Aos 35 anos, ela já dirigiu atores como Ney Latorraca e Miguel Falabella, participou de grandes produções como “A Grande Família” e “Mister Brau” e recentemente esteve responsável por séries que chamaram bastante a atenção pela audiência, “Cine Holliúdy” e “Shippados” (esta exclusiva do Globoplay).

 

Alunos

Carga horária total – 4 encontros – 6 horas

Público-alvo – aberto a todos os interessados

*Este curso é oferecido na modalidade ONLINE, portanto é necessário ter acesso à internet. As aulas irão acontecer ao vivo em uma reunião por video-conferência. Indicamos que o participante tenha um computador ou celular com câmera e microfone.

 

 

 

sobre o professor

Professor

  • Jorge Furtado
    Jorge Furtado é um cineasta brasileiro. Com extenso trabalho na Televisão e no Cinema, é um dos mais importantes e premiados roteiristas e diretores do país. Jorge Furtado nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, no dia 9 de junho de 1959. Começou sua carreira profissional na TV Educativa de Porto Alegre, no início dos anos 80. Foi repórter, apresentador, editor, roteirista e produtor. Entre 1982 e 1983 apresentou o programa “Quizumba”. Em 1984, criou a “Luz Produções”, nesse mesmo ano, produziu seu primeiro curta-metragem, “Temporal” (1984), uma adaptação de um conto de Luís Fernando Veríssimo. O filme recebeu o prêmio de Melhor Direção de Curta-metragem Gaúcho no 12º festival do Cinema Brasileiro, em Gramado. Recebeu também os Prêmios de Melhor Curta, Melhor Direção de Curta e Melhor Fotografia de Curta no 2º Festival Nacional de Cinema, no Rio de Janeiro. Em 1987, foi um dos fundadores da “Casa de Cinema de Porto Alegre”. Nessa época, produziu diversos curtas premiados em festivais nacionais e internacionais, entre eles, “Barbosa” (1988) e “Ilha de Flores” (1989) que recebei prêmios na França e na Alemanha. Jorge Furtado foi professor de “Introdução ao Fazer Cinema” do 1º (1989) e do 2º (1990) cursos de Extensão Universitária da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Fez palestras sobre cinema, em seminários, cursos e oficinas. Foi professor convidado do curso de Pós-Graduação em cinema da Universidade de Curitiba e da PUC do Rio Grande do Sul. Desde 1990, Jorge Furtado passou a trabalhar com roteiros de séries, minisséries e especiais para a televisão, entre elas, “Comédia da Vida Privada”, “A Invenção do Brasil”, “Cena Aberta”, “Agosto”, “Memorial de Maria Moura”, “Cidade dos Homens”, "Ópaió", "Decamerão", "A história do amor", "Doce de Mãe" (premiada com dois Emmys, de Melhor Comédia e Melhor Atriz, Fernanda Montenegro), "Nada será como antes", "Mister Brau", "Sob Pressão" e "Todas as mulheres do mundo". Em 2002, Jorge Furtado estreou como diretor do longa-metragem “Houve Uma Vez Dois Verões”. Depois vieram: “O Homem Que Copiava” (2003), “Lisbela e o Prisioneiro” (2003), “Meu Tio Matou um Cara” (2005), "Saneamento Básico" (2007), “Homens de Bem” (2011), “O Mercado de Notícias” (2014), “Real Beleza” (2015), "Quem é Primavera da Neves" (2017) e "Rasga Coração" (2018) Vários países já realizaram mostras e retrospectivas da obra de Jorge Furtado, entre eles, Hamburgo, Alemanha (1994), Rotterdam, Holanda (1995), Tóquio, Japão (1995), São Paulo, Brasil (1997), Santa Maria da Feira, Portugal (1998), Toulouse, França (2004), Paris, França (2005), Londres, Inglaterra, (2006), Lisboa, Portugal (2007) e Harvard, Estados Unidos (2008), que fez uma retrospectiva com 2 longas e 9 curtas, organizada pala Harvard Film Archive.