Em entrevista ao b_arco Cláudio Feijó fala sobre o seu curso Descondicionamento do Olhar, a partir da vivência que teve com Escola de Fotografia por muitos anos: “a maioria das pessoas queria a informação técnica e muito pouco arriscavam a busca da linguagem visual”. “ Temos que partir de uma premissa humana de que somos seres imagéticos, isto é, pensamos e sonhamos em imagens. Imaginamos as coisas e situações. Em tudo trabalhamos com a visão, até mesmo os cegos.”
Leia a entrevista na íntegra
Entrevista Cláudio Feijó
1 – b_arco: Porque resolveu trabalhar com esse tipo de abordagem?
CF: Como tive uma Escola de Fotografia por muitos anos, percebi que a maioria das pessoas queria a informação técnica e muito pouco arriscavam a busca da linguagem visual. Falavam muito de equipamento, mas muito pouco do desenvolvimento criativo e expressivo que essa mídia possibilita. Enfim…. quase todo mundo queria mais do mesmo e reproduzir a estética que conheciam
2 – b_arco: De que forma o seu curso modifica o sentido do olhar?
CF: Essa oficina não modifica o olhar! Ela possibilita através de vivências e reflexos, descolarmos de nossos modelos e tomarmos contato com o nosso núcleo criativo.
3 – b_arco: Trata-se de um direcionamento para quem trabalha com a visão, como a fotografia, por exemplo?
CF: Temos que partir de uma premissa humana de que somos seres imagéticos, isto é, pensamos e sonhamos em imagens. Imaginamos as coisas e situações.
Em tudo trabalhamos com a visão, até mesmo os cegos.
4 – b_arco: Como pode ser aproveitado no dia a dia das pessoas?
CF: Não gosto da visão utilitarista que geralmente damos as experiências que passamos ou vamos passar em nossas vidas.
Cada pessoa acaba colocando a experiência da oficina onde mais lhe cabe no momento de sua vida. Temos que saber transformar as experiências que vivemos em sabedoria e não em conhecimento.
5 – b_arco: Nunca se teve ou se viu tanta profusão de imagens com a internet, você aborda essa temática em com relação ao seu curso?
CF: Penso que a oficina retoma no indivíduo o senso crítico e a ideia de ser co-autor da imagem que tem na sua frente, portanto a quantidade não o afeta tanto e sim a qualidade estética, do conteúdo e da sua forma de abordagem.
6 – b_arco: Para quem é dirigido o seu curso?
CF: Para quem quer ou precisa desenvolver-se internamente e retomar seu Ser espontâneo e criativo.
Silvia Castelo Branco- Comunicação
Sobre Cláudio Feijó
Cláudio Feijó, é pedagogo, psicólogo clínico e fotógrafo; fundador da Escola de Fotografia Imagem-Ação – 1972 à 2000; tem vasta experiência na área de ensino (como professor, diretor, orientador educacional e colaborador); foi consultor técnico da Polaroid do Brasil de 1989 à 1999; tem trabalhos fotográficos na Polaroid World Collection, na Coleção Masp-Pirelli, Coleção Joaquim Paiva, Itaú Cultural, na Fototeca Cubana, além de em diversas coleções
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