A partir do dia 03 até o dia 06 de junho a atriz e diretora Cristina Moura vai ministrar no b_arco a oficina Interpretação, Composição e Ação em cena. A experiente artista trabalhará durante o curso a proposição de ações teatrais, a investigação da cena contemporânea, o intérprete, o ator em movimento, a palavra, a dramaturgia e suas possibilidades “Meu trabalho investiga fisicalidade, memória do movimento e do corpo, um corpo vivo e comunicativo em cena. Acredito que corpo, palavra, movimento, emoção e dramaturgia andam juntos no teatro” define Cristina.
b_arco – Quais elementos formam a base do seu trabalho? Você dirigi e atua, qual o projeto que mais te desafiou?
Cristina Moura – Meu trabalho de criação parte da pesquisa, da investigação de questões contemporâneas que sejam de interesse para estarem traduzidas em cena. Em minhas criações o interprete esta muito implicado na cena, traz suas questões e seu olhar sobre a dramaturgia e o mundo de hoje. Acredito em engajamento e num teatro que conjuga fisicalidade, emoção, palavra, dramaturgia.
b_arco – Você trabalhará com textos da Clarice Lispector durante a o curso, porque a escolheu?
C. M. – Clarice Lispector é desde sempre inspiradora e fonte de estímulos. Seus escritos tem a potencia, liberdade e subjetividade que provocam o criador, além de serem imageticos e teatrais. São texto que falam do humano. No Coletivo Improviso, junto com Enrique ( Enrique Diaz – ator e diretor) e Mariana ( Mariana Lima – atriz) investigamos muito Clarice, depois dirigi ” A mulher que matou os peixes… e outros bichos” e tenho Clarice sempre ao meu lado.
b_arco – No seu ponto de vista qual a importância para o ator da descoberta da sua própria linguagem e conscientização de suas expressões?
C.M. – Acredito no ator engajado e implicado na cena. Desde o processo em sala e sobretudo na ação teatral. Para tanto estar ciente de suas ferramentas e usa-las a seu favor e estabelecer uma linguagem propria são pontos fundamentais. O intérprete deve estar sempre investigando e se arriscando.
b_arco – Além de diretora você atua como preparadora corporal de atores, como por exemplo no espetáculo Ensaio.Hamlet da Cia dos Atores, como acontece na prática esse trabalho de preparação?
C.M. – Meu trabalho investiga fisicalidade, memória do movimento e do corpo, um corpo vivo e comunicativo em cena. Acredito que corpo, palavra, movimento,emoção e dramaturgia andam juntos no teatro. Nos vários trabalhos que colaborei com Enrique Diaz transitamos entre dança e teatro, o corpo do ator e sua movimentação em cena estava justificada e foi pesquisada no processo de ensaios. Esses trabalhos tem uma linguagem contemporânea e viva, onde intérprete transita entre linguagens.
b_arco – Como Será a sua oficina Interpretação, Composição e Ação em cena aqui no b_arco?
A ideia é oferecer ferramentas diversas para estar preparado para a ação teatral. Investigar um corpo potente e deixá-lo em prontidão. Trataremos de princípios de improvisação, noções de view points, composição em tempo real, em exercícios lúdicos e dinâmicos vamos levantar material, estimular um estado de criação tendo os textos de Clarice Lispector como ponto de partida. Alem da pratica teremos espaço de reflexão, observação e discussão da cena.
Entrevista Concedida a Alana Lial/ Comunicação b_arco.

