Arte Contemporânea e a Criação de Novos Mundos por Vir

com
Ana Paula Cohen
> Questões relativas às práticas artísticas contemporâneas, à história das exposições dos séculos XX e XXI, e às formas de circular e apresentar arte desde os anos 1960.

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10 a 13 de agosto de 2020

segunda a quinta, das 19h às 21h30

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Sentimos muito, mas todos os bilhetes tiveram suas vendas finalizadas porque o evento já ocorreu.

As inscrições estão encerradas.

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O curso abordará, por meio de apresentação de obras de artistas contemporâneas/os e de programas de museus que se propuseram a trabalhar com a arte de seu tempo, as seguintes questões: O que são práticas artísticas contemporâneas? Se a presença e/ou a ação da/o artista passam a ser obra de arte, como coleciona-las em museus? Sobretudo, como re-apresentar obras de arte que não se baseiam apenas em objetos, de forma potente no presente? Como se dá a circulação e exposição de práticas artísticas, muitas vezes sem um corpo definido materialmente, desde os anos 1960? Finalmente, como pensar as subjetividades contemporâneas em tempos de coabitação – incluindo novos movimentos antirracistas, indígenas, feministas, LGBTQI+, e ambientais em convívio com regimes autoritários de extrema direita e destruição acelerada do planeta –, por meio de algumas práticas artísticas?

As aulas consistem na apresentação da obra de algumas/ns artistas em sua complexidade – incluindo filmes, imagens, textos de artistas, exposições –, e pretendem tecer relações entre tais produções e as diferentes formas de trazê-las a público. Haverá uma breve bibliografia com
textos de artistas e/ou pensamento filosófico/crítico relacionado a cada encontro, a ser discutido e aprofundado em aula. Se por um lado, a produção artística parece ter passado do objeto autônomo para relações entre diferentes contextos, deslocamentos e temporalidades, por outro testemunhamos o fortalecimento de um sistema de arte estruturado na ideia de arte como objeto – vendável, colecionável –, assim como em um formato padrão de exposição de arte que reproduz infinitamente aquele criado pelo Museu de Arte Moderna de Nova York em 1929, conhecido como “cubo branco”. Como acolher a potência de criação de novos mundos por vir em uma produção efêmera, impalpável, não-museológica da arte dos últimos 60 anos?

 

Cronograma

Aula 1: The Power of Display: Formas de escrever histórias da arte no século XX por meio da montagem de exposições e arquitetura de museus. Desmonte das práticas de produção e coleção de arte em museus em tempos de governos autoritários.
Tópicos/artistas: Hannover Landsmuseum, Alemanha, sob a direção de Alexander Dorner (1922 a 1936); El Lissitzky: Abstract Cabinet (1927-1928); Laszlo Moholy-Nagy: The Room of Our Time (c. 1930); The Museum of Modern Art – MoMA, Nova York, sob direção de Alfred Barr (inaugurado em 1929); Herbert Bayer. Exposição Arte degenerada, organizada pelo partido nazista em Munique em 1937.
Leitura (durante a aula): Introdução do livro The Power of Display, de Mary Anne Staniszewski.

 

Aula 2: Como re-apresentar obras de arte que não se baseiam apenas em objetos, de forma potente no presente?
Tópicos/ artistas: Lygia Clark, trajetória da artista; Lygia Clark, arquivo para uma obra- acontecimento – projeto de ativação da memória corporal de uma trajetória artística e seu contexto, arquivo de entrevistas realizado por Suely Rolnik, 2003–11.
Leitura: ROLNIK, Suely. “Memória do corpo contamina o museu” in Transversal, extradisciplinaire, maio 2007. Periódico multilingue online e edição impressa, EIPCP – European Institute for Progressive Cultural Policies. Vienna e Linz, 2007.

 

Aula 3: Inserções em circuitos ideológicos: Produção, circulação e recepção de práticas artísticas sob regimes ditatoriais da guerra fria (1960/1970).
Tópicos/artistas: Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo – MAC USP, sob direção de Walter Zanini (1963-1978); mail art [arte postal]; Regina Silveira, Antoni Muntadas; Cildo Meireles; Ulisses Carrión; Information – exposição no Museu de Arte Moderna de Nova York, 1970 (Adrian Piper; On Kawara; Joseph Kosuth; Hans Hacke; Robert Barry; Cildo Meireles); galerias de artistas nos anos 1960 e 1970 no leste Europeu.

 

Aulas 4: Novas subjetividades em tempos de coabitação.
Tópicos/artistas: Yael Bartana; Grada Kilomba; Melik Ohanián; Bruno Latour; Armin Linke; Martin Gusinde; Patricio Guzman; “Manifesto Ciborgue”, de Donna Haraway.
Leituras: LATOUR, Bruno. “Não há globo terrestre”. In: OHANIAN, Melik, ROYOUX, Jean-Christophe.
Cosmograms. Kristale Company, São Paulo, 2005, p. 32-34;
KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. Companhia das letras, São Paulo, 2019.

 

 

Aluno

Público-alvo: aberto a todos os interessados

Carga horária total: 4 encontros – 10 horas

*Este curso é oferecido na modalidade ONLINE, portanto é necessário ter acesso à internet. As aulas irão acontecer ao vivo no aplicativo ZOOM. Indicamos que o participante tenha um computador ou celular com câmera e microfone.

 

 

sobre o professor

Professor

  • Ana Paula Cohen
    Ana Paula Cohen curadora independente, editora e escritora. É coordenadora da pós- graduação em Estudos e Práticas Curatoriais, na FAAP, e doutora pelo Núcleo de Estudos da Subjetividade, PUC-SP. Foi curadora residente no Center for Curatorial Studies, Bard College, Nova York, co-curadora da 28ª Bienal de São Paulo, e co-curadora do Encuentro Internacional de Medellín, na Colômbia. Cohen foi professora visitante no mestrado do California College of the Arts, em San Francisco, diretora do Programa Bolsa Pampulha, em Belo Horizonte, e co- diretora do PIESP - Programa Independente da Escola São Paulo. Recentemente curou exposições como: "Embodied Archeology of Architecture and Landscape", no Tel Aviv Museum, e "On Cohabitation: films by Yael Bartana", no Banff Centre for the Arts, Canada.