Artistas Visuais no Futuro – Planejamento e Gestão de Trajetórias

com
Ana Letícia Fialho, Cristiana Tejo, Danielle Abrahamsson e Mônica Esmanhotto
> Ferramentas que contribuem para a reflexão crítica e para a atuação em um sistema da arte em plena crise e reconfiguração, com foco em estratégias de desenvolvimento de carreira, inserção profissional, circulação e internacionalização.

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21 a 30 de julho de 2020

terças e quintas, das 17h às 19h

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Sentimos muito, mas todos os bilhetes tiveram suas vendas finalizadas porque o evento já ocorreu.

As inscrições estão encerradas.

Deixe seu contato e avisaremos quando houver uma nova edição deste curso.

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O sistema da arte contemporânea no Brasil viveu em anos recentes um período de grande dinamismo e expansão, quando foram observados a multiplicação de equipamentos culturais e espaços independentes, residências e publicações e o crescimento do mercado de arte, movimento  impulsionado por políticas e investimentos, públicos e privados, gerando oportunidades, impondo desafios e exigindo uma crescente profissionalização dos agentes que atuam no setor. É difícil avaliar de que forma e em que medida tal dinamismo beneficiou os artistas, o elo mais importante e ao mesmo tempo mais frágil do sistema, mas é certo que o período de grande dinamismo impulsionou processos de profissionalização e internacionalização.

Desde 2015 o cenário se tornou bem menos favorável. À crise econômica e a diminuição dos investimentos em cultura, soma-se o programa de desmantelamento e destruição de instituições e políticas culturais, colocado em marcha pelo governo federal em 2019. Em 2020, a pandemia da covid-19 atinge em cheio o setor cultural, gerando uma crise sem precedentes e de extensão imprevisível.

Nesse contexto absolutamente adverso, em que a arte assume um papel fundamental, e ao mesmo tempo os meios de produção e circulação são poucos, estão indisponíveis, inacessíveis e/ou em franca transformação, gostaríamos de propor um curso voltado prioritariamente a artistas visuais, com objetivo de oferecer ferramentas que contribuam para a reflexão crítica e para a atuação em um sistema da arte em plena crise e reconfiguração, com foco em estratégias de desenvolvimento de carreira, inserção profissional, circulação e internacionalização.

*Este curso tem como ponto de partida o trabalho realizado coletivamente em 2018, e que deu origem ao Guia do Artista Visual, Profissionalização e Internacionalização, publicado pelo então Ministério da Cultura.  Retomaremos e atualizaremos alguns pontos-chave deste trabalho, considerando as transformações e desafios impostos pelo atual contexto da crise do coronavírus, tendo por objetivo contribuir para o desenvolvimento, profissionalização e internacionalização dos artistas visuais.

 

Cronograma

Aula 1 – Os artistas, as instituições e o mercado
O primeiro encontro busca contextualizar o funcionamento do sistema da arte e a dinâmica de suas diferentes instâncias, desde a emergência da arte contemporânea até seu desenvolvimento recente devido às transformações em curso acarretadas por uma nova leva de visibilidade dos movimentos sociais. Busca-se, portanto, compreender as interdependências e as tensões existentes nas relações entre os artistas e as esferas de legitimação e de comercialização. A partir de observações da dinâmica do campo da arte nos últimos meses discutiremos o que permanece e o que se alterou no mundo da arte. 

 

Aula 2 – Planejamento e gestão de carreira
Neste encontro discutiremos a importância do arquivo e as melhores formas organizar e produzir informações sobre seu trabalho: imagens das obras; elaboração de textos autorais (currículo e mini bio); como organizar um portfólio para apresentação de projetos para bolsas, prêmios e residências; como enviar ofertas para possíveis compradores e como organizar visitas no ateliê (virtuais e presenciais). Também falaremos sobre as melhores formas de disponibilizar todo este conteúdo online e offline e de estar presente nas redes sociais.

 

Aula 3 – Novos modelos, tendências e oportunidades vigentes 1
A pandemia do coronavirus acelerou a revisão de um modelo de funcionamento do sistema da arte há muito considerado insustentável, e tem dado lugar a novas práticas,  formas de trabalho e colaboração, entre artistas, coletivos, galeristas, instituições, espaços independentes. Também tem motivado agentes públicos e privados a lançarem iniciativas de auxílio emergencial a artistas e fomento à produção artística. Neste encontro discutiremos, a partir de exemplos concretos, as transformações e tendências observadas, e também políticas públicas instauradas e iniciativas vigentes.

 

Aula 4 – Novos modelos, tendências e oportunidades vigentes 2: internacionalização
A internacionalização é elemento intrínseco da arte contemporânea. Neste encontro discutiremos a importância, as formas, as razões e os passos necessários para a internacionalização dos artistas e de sua produção e os desafios que se apresentam no contexto atual, no qual viagens internacionais estão restritas, as plataformas digitais conquistam protagonismo crescente e os modelos profissionais estão sendo revistos.

 

 

Aluno

Público-alvo: Artistas, profissionais que atuam no sistema das artes visuais, estudantes, professores e pesquisadores.

Carga horária total: 4 encontros – 8 horas

*Este curso é oferecido na modalidade ONLINE, portanto é necessário ter acesso à internet. As aulas irão acontecer ao vivo no aplicativo ZOOM. Indicamos que o participante tenha um computador ou celular com câmera e microfone.

sobre o professor

Professor

  • Ana Letícia Fialho
    Ana Letícia Fialho é gestora cultural, professora e pesquisadora. É professora visitante do Programa de Pós-Graduação em História da Arte da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Fez Pós-Doutorado no Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (2016), Doutorado em Ciências da Arte e da Linguagem na Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais - EHESS/Paris (2006), Mestrado em Gestão Cultural na Universidade de Lyon II (1999) e Bacharelado em Direito na UFRGS (1997). Foi Diretora do Departamento de Estratégia Produtiva da Secretaria da Economia da Cultura do MinC de 2016 a 2018, Gerente Executiva e Consultora do Programa Cinema do Brasil entre 2007 e 2019, Consultora em Inteligência Comercial e Coordenadora de Pesquisa do Programa Latitude/Associação Brasileira de Arte Contemporânea desde 2012 e Curadora Executiva do Fórum Permanente de 2007 a 2013. Participou de diversas publicações, entre elas, Sociologia das artes visuais no Brasil (Ed. SENAC, 2012), O valor da obra de arte (org. GRACA-COUTO, Ronaldo, Metalivros, 2014); Art et société : Recherches récentes et regards croisés, Brésil/France. (org. QUEMIN, Alain: VILLAS BÕAS, Gláucia., 1ed.Marseille: OpenEdition Press, 2016) . É co-organizadora, com Leandro Valiati, do Atlas Econômico da Cultura Brasileira (MINC/UFRGS, 2017), finalista do prêmio Jabuti em 2018.
  • Cristiana Tejo
    Cristiana Tejo é curadora independente e doutora em Sociologia (UFPE). É investigadora do Instituto de História da Arte da Universidade Nova de Lisboa e pesquisadora do Projeto Artistas e Educação Radical na América Latina: Anos 1960/1970. É co-organizadora do Projeto Quarantine juntamente com Lais Myrrha, Marilá Dardot e Julia Morelli. Gere o projeto NowHere - trocas e experimentos artísticos com a artista Marilá Dardot, em Lisboa. É co-curadora com Kiki Mazzuchelli da Residência Belojardim, no Agreste de Pernambuco, e foi co-fundadora do Espaço Fonte (Recife) espaço de residência que recebeu artistas e curadores da Alemanha, França, Espanha, Argentina, Porto Rico, Holanda, Portugal e de várias partes do Brasil. Foi também curadora do Projeto Made in Mirrors, intercâmbio entre artistas do Brasil, China, Egito e Holanda (2007 - 2012). Foi Coordenadora-Geral de Capacitação da Fundação Joaquim Nabuco (2009 - 2011), Diretora do Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (2007-2009) e curadora de Artes Plásticas da Fundação Joaquim Nabuco (2002-2006). Co-curou o 32º Panorama da Arte Brasileira do MAM - SP, com Cauê Alves (2011) e o Projeto Rumos Artes Visuais do Itaú Cultural (2005-2006). Curou a Sala Especial de Paulo Bruscky na X Bienal de Havana (2009).Vive e trabalha em Lisboa.
  • Danielle Abrahamsson
    Danielle Abrahamsson possui mais de 15 anos de experiência em consultoria de arte, desenvolvimento e coordenação de projetos, comunicação e gestão de carreira para artistas visuais. Atuou como diretora das Galerias Laura Marsiaj (RJ) e Moura Marsiaj (SP) entre 2009 e 2011e foi sócia-fundadora da Galeria Superfície (2014 - 2016). Coordenou a pesquisa e publicação do “Manual de importação e exportação de obras de arte” para o projeto de internacionalização do mercado brasileiro de arte contemporânea “Latitude: platform for brazilian galleries abroad” em 2013 e fez parte da equipe que desenvolveu o “Guia do artista visual - inserção e internacionalização" publicado pelo Ministério da Cultura em 2018. É formada em Marketing pela Universidade Mackenzie (SP) e possui MBA em Gestão de Empresas (IBMEC-RJ). Vive e trabalha em Götemburgo, Suécia desde 2016.
  • Mônica Novaes Esmanhotto
    Mônica Novaes Esmanhotto é profissional do setor de artes visuais com experiência em gestão de projetos e articulação internacional e nacional, privada e pública. Atuou como gerente executiva (2011-2015) e consultora (de 2015 até 2019) para o projeto de internacionalização do mercado brasileiro de arte contemporânea "Latitude: platform for brazilian galleries abroad". De 2015 a 2017, fundou e geriu a "bólide: ações pró-cultura", agência de projetos culturais. Desde 2018, ocupa a função de coordenação de desenvolvimento institucional na Casa do Povo, centro cultural em São Paulo, além de desenvolver de forma independente produção e gestão de projetos culturais e também cursos na área de gestão e mercado. É graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Mestre em Estética e História da Arte pelo Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP). Em Londres, cursou Art&Business pela Sotheby's Institute of Art em 2010.