As Histórias dos Videoclipes Queer

com
Duda Leite
> Um passeio pela história da linguagem audiovisual que ajudou a formar uma estética e uma identidade Queer.

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26 a 29 de janeiro de 2021

terça a sexta, das 19h às 21h30

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Sentimos muito, mas todos os bilhetes tiveram suas vendas finalizadas porque o evento já ocorreu.

As inscrições estão encerradas.

Deixe seu contato e avisaremos quando houver uma nova edição deste curso.

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A combinação “áudio” e “visual” data dos primórdios do cinema. A primeira vez que ocorreu o encontro entre imagem e música foi antes mesmo da invenção do cinema: na época das “lanternas-mágicas”. O curso “A(s) História(s) dos Videoclipes QUEER” pretende fazer uma seleção de videoclipes icônicos que ajudaram a formar uma estética e uma identidade Queer, através desta linguagem.

No curso, de quatro aulas, serão exibidos clipes de artistas e bandas da comunidade LGBTQI+ como Madonna, Culture Club, David Bowie, Ney Matogrosso, Secos & Molhados, The Smiths, Queen, Perfume Genius, Linn da Quebrada, Arca, Janelle Monaé, Troye Sivan, Thiago Pethit, entre outros.

O curso também focará no trabalho de grandes diretores queer que ajudaram a desenvolver a linguagem dos videoclipes como Derek Jarman e Gus Van Sant.

Os videoclipes foram e continuam sendo fundamentais na formação de uma identidade queer, além de ser uma enorme influência na história do cinema, na música e na Cultura Pop em geral.

 

 

Cronograma

Aula 1 – Os Precursores da Estética LGBTQI+

– Definição do conceito “QUEER

– A teoria Queer de Judith Butler

– Oscar Wilde e a estética “camp

– Sunsan Sontag e suas notas sobre o Camp

– Jean Cocteau e seu curta “O Sangue de Um Poeta” (1932)

– Madame Satã, ícone queer brasileiro, faz performances em cabarés na Lapa, no Rio de Janeiro.

– Kenneth Anger e seus curtas experimentais “queer”, como “FireWorks” (1949), e “Scorpio Rising” (1963), precursor da estética “biker” e “leather”.

– Surge o movimento “GLAM” na música inglesa, com artistas explorando sua androgenia.

 

 

Aula 2 – O GLAM ROCK & A REVOLUÇÃO DA ANDROGENIA

– Surge o movimento “GLAM” na música inglesa, com artistas explorando sua androgenia.

–  Mick Rock e David Bowie, a estética Glam chega ao mainstream.

– Lou Reed, Iggy Pop, Marc Bolan e o Roxy Music levam a maquiagem pesada para o Rock.

– 1975, em plena ditadura militar no Brasil, Ney Matogrosso, líder dos Secos & Molhados rebola seminu num clipe do Fantástico, exibido aos domingos à noite, pela Rede Globo.

– Em 1978, Sylvester surge como uma diva trans da Disco Music.

– DIVINE, musa do cineasta John Waters também se lança numa carreira como cantora/diva Disco.

– Grace Jones leva a androgenia para as pistas de dança.

 

 

Aula 3 – A MTV E A ESTÉTICA DOS ANOS 1980 & 1990 – Participação Especial da dupla Camila Maluhy e Octávio Tavares (diretores da Filmes da Diaba)

– Boy George e sua banda Culture Club lançam em 1982 o clipe de “Do You Really Want to Hurt Me”, e se tornam imediatamente ícones queer da década de 1980.

– Frankie Goes To Hollywood lança o clipe de “RELAX” com cenas de sexo gay explícitas, pela primeira vez num videoclipe pop.

– Annie Lennox e sua banda Eurythmics lançam vários clipes onde questionam a sexualidade e exploram a figura andrógena de Annie.

– A banda QUEEN lança o clipe de “I Want To Break Free”, em 1984, com todos os integrantes vestidos de mulher. O clipe dirigido por David Mallet é banido da MTV norte-americana

– Bronskie Beat lança “Small Town Boy”, praticamente um curta-metragem sobre os ataques homofóbicos que seus integrantes sofreram no interior da Escócia.

– O cineasta britânico Derek Jarman lança o curta metragem The Queen is Dead, com três canções da banda The Smiths.

– Marina Lima inaugura a MTV Brasil em 1990, com o clipe de “Garota de Ipanema”, dirigido por Jon Klein.

– Madonna causa uma revolução na música POP com sua sexualidade ambígua e sua postura feminista em vários clipes lançados entre 1984 e durante a década de 1990.

– KD Lang lança o clipe de “Constant Craving”, dirigido por Mark Romanek com uma estética abertamente andrógena.

– RuPaul se torna a primeira drag queen conhecida mundialmente com o hit “Supermodel of the World” de 1993.

 

 

Aula 4 – O EMPODERAMENTO DA COMUNIDADE LGBTQIA+ – Participação Especial de Fernando Nogari (diretor da Iconoclast Brazil)

– A Drag Queen Pablo Vittar se torna uma das maiores popstars da MPB, com sua estética exagerada e camp.

– Surgem vários artistas LGBTQI+ na cena nacional, entre eles Rico Dallasan, Liniker & Os Caramelows, As Bahias e a Cozinha Mineira, Thiago Pethit.

– A produção dos videoclipes fica bem mais acessível e os artistas começam a produzir seus videoclipes de maneira totalmente independente.

– Fora do Brasil, artistas contemporâneos como Arca, Ahnony, Janelle Monaé, Troye Sivan, lançam clipes com uma estética “queer” que desafia os padrões heteronormativos.

– A cantora e compositora trans Linn Da Quebrada escreve e estrela o filme “Bixa Travesty” de Claudia Priscila e Kiko Goiffman e recupera a luva de Ney Matogrosso do clipe “Fores Astrais”, fechando um ciclo da estética “queer” na MPB.

 

 

Aluno

Para: aberto a todos os interessados

Carga horária total –  4 encontros – 10h

*Este curso é oferecido na modalidade ONLINE, portanto é necessário ter acesso à internet. As aulas irão acontecer ao vivo no aplicativo ZOOM. Indicamos que o participante tenha um computador ou celular com câmera e microfone.

*Não conseguiu assistir a algum dos encontros ao vivo? Basta solicitar a gravação da aula para nossa equipe de atendimento no email atendimento@barco.art.br ou no whatsapp (11) 98987-8011. As gravações são enviadas em links pessoais e intransferíveis, ficando disponíveis por 7 dias corridos após a realização da aula ao vivo.

sobre o professor

Professor

  • Duda Leite
    Duda Leite é jornalista, cineasta e curador. Formado em Cinema pela FAAP, Duda Leite sempre esteve ligado ao audiovisual. Trabalhou como produtor e roteirista em canais como Eurochannel, HBO, VH1 e Discovery. Pelo Eurochannel, Duda cobriu os principais Festivais de Cinema do mundo, entre eles Cannes, Berlim e Veneza. Como jornalista, colaborou com revistas como Vogue, Playboy e Bravo. Desde 2012, Duda é curador do Music Video Festival, o maior Festival dedicado aos videoclipes no Brasil, que acontece anualmente no MIS. O curso “As Histórias do Videoclipe” foi ministrado pela primeira vez no SESC Guarulhos. Atualmente, Duda está fazendo a curadoria da exposição Musicais no Cinema, a ser inaugurada em novembro de 2019, no MIS.