Espécies de Espaços – Como Habitar o Museu?

com
Ana Paula Cohen
> Relações entre corpo, obra e espaço na arte contemporânea

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26 a 29 de outubro de 2020

segunda a quinta, das 19h às 21h30

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Detalhes Preço Qtd
Desconto à vistaMais Detalhes  R$280,00 (BRL)   Encerrado
Parcelado - 2xMais Detalhes  R$150,00 (BRL)   Encerrado

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O curso abordará, por meio de apresentação de obras de artistas contemporâneas/os e de programas de museus que se propuseram a trabalhar com a arte de seu tempo, as seguintes questões: O que são práticas artísticas contemporâneas? Se a presença e/ou a ação da/o artista passam a ser obra de arte, como colecioná-las em museus? Como re-apresentar obras de arte que não se baseiam apenas em objetos, de forma potente no presente? Como se dá a circulação e a exposição de práticas artísticas intrinsecamente relacionadas ao contexto e ao tempo presente em que são criadas? Finalmente, como pensar as subjetividades contemporâneas em tempos de coabitação – incluindo novos movimentos antirracistas, indígenas, feministas, LGBTQI+, e ambientais em convívio com regimes autoritários de extrema direita e destruição acelerada do planeta –, por meio de algumas práticas artísticas?

As aulas consistem na apresentação da obra de algumas/ns artistas em sua complexidade – incluindo filmes, imagens, textos de artistas, exposições –, e pretendem tecer relações entre tais produções e as diferentes formas de trazê-las a público. Haverá uma breve bibliografia com textos de artistas e/ou pensamento filosófico/crítico relacionado a cada encontro, a ser discutido e aprofundado em aula. Se por um lado, a produção artística parece ter passado do objeto autônomo para relações entre diferentes contextos, deslocamentos, temporalidades e espacialidades, por outro testemunhamos o fortalecimento de um sistema de arte estruturado na ideia de arte como objeto – vendável, colecionável –, assim como em um formato padrão de exposição de arte que reproduz infinitamente aquele criado pelo Museu de Arte Moderna de Nova York em 1929, conhecido como “cubo branco”. Como acolher a potência de criação de novos mundos por vir em uma produção efêmera, impalpável, não-museológica da arte dos últimos 60 anos?

 

 

Cronograma

Aula 1: Espécies de espaços: como habitar o museu?
Tópicos/artistas: Kurt Schwitters: Merzbau (Hannover, 1927-1943); Hon – A Cathedral – Niki de Saint Phalle, Jean Tinguelly e P.O. Ultvedt (Moderna Museet, Estocolmo, 1966); Programação do Moderna Museet, Estocolmo, sob direção de Pontus Hultén (1958 a 1973); Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo – MAC USP, sob direção de Walter Zanini (1963 a 1978); Criação conceitual e arquitetônica do Centre Georges Pompidou, Paris (inaugurado em 1973).

 

Aula 2: Espécies de espaços 2
Tópicos/artistas: Robert Smithson; Renata Lucas; Philippe Parreno: Uma viagem no tempo (Centre Georges Pompidou, Paris, 2009); Rubens Mano; Lara Almarcegui; Rivane Neuenschwander; O Corpo utópico: as heterotopias (Foucault).

 

 

Aula 3: Novas subjetividades em tempos de coabitação
Tópicos/artistas: Yael Bartana; Grada Kilomba; Claude Cahun; Felix Gonzalez-Torres; Kara Walker; Matt Mullican; Manifesto ciborgue (Donna Haraway); Esferas da insurreição (Suely Rolnik).

 

 

Aula 4: Novas subjetividades em tempos de coabitação 2
Tópicos/artistas: Jimmie Durham; Virginia de Medeiros; João Modé; Armin Linke; Mabe Bethônico; ColeraAlegria; Ideias para adiar o fim do mundo (Krenak); A vida das plantas (Coccia).

 

 

 

Textos a serem discutidos em aula, criando fricções com as práticas das/os artistas apresentadas/os:

COCCIA, Emanuele. A vida das plantas: uma metafísica da mistura. Florianópolis: Cultura e Barbárie, 2018.

FOUCAULT, Michel. O Corpo utópico: as heterotopias. São Paulo: n-1 edições, 2013.

HARAWAY, Donna. “Manifesto Ciborgue: Ciência, tecnologia e feminismo-socialista no final do século XX”. In: TADEU, Tomaz (org). Antropologia do ciborgue, as vertigens do pós-humano. Belo Horizonte: Autêntica, 2013.

KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. Companhia das letras, São Paulo, 2019. 

ROLNIK, Suely. Esferas da insurreição: notas para uma vida não cafetinada. São Paulo: n-1 edições, 2018

 

 

 

Aluno

Público-alvo: aberto a todos os interessados

Carga horária total: 4 encontros – 10 horas

*Este curso é oferecido na modalidade ONLINE, portanto é necessário ter acesso à internet. As aulas irão acontecer ao vivo no aplicativo ZOOM. Indicamos que o participante tenha um computador ou celular com câmera e microfone.

 

sobre o professor

Professor

  • Ana Paula Cohen
    Ana Paula Cohen curadora independente, editora e escritora. É coordenadora da pós- graduação em Estudos e Práticas Curatoriais, na FAAP, e doutora pelo Núcleo de Estudos da Subjetividade, PUC-SP. Foi curadora residente no Center for Curatorial Studies, Bard College, Nova York, co-curadora da 28ª Bienal de São Paulo, e co-curadora do Encuentro Internacional de Medellín, na Colômbia. Cohen foi professora visitante no mestrado do California College of the Arts, em San Francisco, diretora do Programa Bolsa Pampulha, em Belo Horizonte, e co- diretora do PIESP - Programa Independente da Escola São Paulo. Recentemente curou exposições como: "Embodied Archeology of Architecture and Landscape", no Tel Aviv Museum, e "On Cohabitation: films by Yael Bartana", no Banff Centre for the Arts, Canada.