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Ethel Leon

> Um olhar sobre as cores, tratando-as como elementos simbólicos de nossa vida quotidiana

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Conteúdo

Assim como muitos dos objetos simbólicos que nos rodeiam, as cores são naturalizadas na experiência cotidiana e também nas disciplinas de psicologia da cor e nos ensinamentos correntes de uso das cores nos espaços interiores, no vestuário, no design gráfico e de objetos. Esta naturalização leva a compreensões equivocadas que atribuem às cores propriedades ontológicas e históricas.

Assim, o preto, visto como cor indumentária da elegância, ganha nesses discursos uma ‘razão própria’. No entanto, o preto, como cor de distinção social e de sobriedade, é uma construção social que remete ao Renascimento.  Já o vermelho tem  aproximações com noções  de poder muito mais antigas. Ou seja, todas as cores têm  significados foram sendo construídos ao longo de séculos, naquilo que historiadores chamam de ‘longa duração’.

O objetivo do curso é desnaturalizar a compreensão que se tem das cores, tais como “o azul é repousante”, “o vermelho é excitante” etc.. E também mostrar a ambiguidade que existe no emprego das cores que podem apontar, simultaneamente, para perspectivas antagônicas. Para isso, é importante compreender não só a materialidade das cores – os pigmentos mais importantes usados para produzi-las – mas, sobretudo, os hábitos e práticas que determinaram sua simbologia.

Esta é a proposta do curso de história cultural das cores, que discutirá as seis cores consagradas como principais no vocabulário cromático mundial: o preto, o branco, o vermelho, o azul, o verde e o amarelo.

 

Cronograma

  • O preto, o branco e o vermelho, código cromático ancestral. O branco, o preto. Elegância, ausência e racismo.
  • As cores do poder: vermelho e azul.
  • As cores erráticas: o triunfante verde contemporâneo e o ascendente amarelo.

 

Alunos

Carga horária total: 3 encontros – 6 horas

Público-alvo: Designers, arquitetos, profissionais da moda, cenografia, história, profissionais da cor.

 

 

Sobre a professora

Ethel Leon é doutora pela Faculdade de Arquitetura da Universidade de São Paulo. Foi editora da revista eletrônica de design Agitprop (2008-2015). É autora dos livros Design Brasileiro quem fez quem faz (SENAC RJ, 2005); do livro João Baptista da Costa Aguiar, Desenho Gráfico (SENAC SP, 2008). Memórias do Design Brasileiro, (SENAC SP, 2009); IAC, primeira escola de design do Brasil (Blucher, 2014), Canasvieiras, um laboratório para o design brasileiro (UDESC/FAPESC, 2015), organizadora e coautora do livro Michel Arnoult, design e utopia (Sesc, contemplado com o Projeto Rumos Itaú Cultural, 2016)  e coautora do livro Marcenaria Baraúna (Olhares, 2017). Sua tese de doutorado e os livros IAC, Michel Arnoult e Marcenaria Baraúna foram premiados no Prêmio Museu da Casa Brasileira.

 

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1 a 15 de fevereiro de 2020

Sábados, das 11h às 13h

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Sentimos muito, mas todos os bilhetes tiveram suas vendas finalizadas porque o evento já ocorreu.

As inscrições estão encerradas.

Deixe seu contato e avisaremos quando houver uma nova edição deste curso.

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