Moda, Mulher e Liberdade

com
Carla Cristina Garcia
> Uma reflexão sobre a importância de iniciativas de moda inclusivas na ressignificação do papel da mulher

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17 de abril a 8 de maio de 2021

sábados, das 14h30 às 17h30

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Detalhes Preço Qtd
Desconto à vistaMais Detalhes  R$280,00 (BRL)   Encerrado
Parcelado - 2xMais Detalhes  R$150,00 (BRL)   Encerrado

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Se hoje em dia as mulheres vestem calças com naturalidade, durante séculos elas estiveram proibidas de usar esta peça que simboliza o poder e a virilidade do homem. Ao longo da história, as calças, mais do que uma peça de roupa prática e confortável, se erigiu como símbolo do poder político e da liberdade.  Durante a Revolução Francesa as calças expressavam valores republicanos e tornou-se um elemento-chave da nova ordem política. Nesse período, as mulheres foram privadas de todos os direitos, inclusive de usar calças. Em Paris, uma portaria policial de 07 de novembro de 1800, proibiu as mulheres de usarem roupas do “sexo oposto”. Apesar dessa proibição, a calça foi um dos companheiros de viagem da emancipação feminina. Meio século mais tarde, por iniciativa de feministas, as calças foram usadas como arma política para desafiar o domínio masculino. Na virada do século 20, foi adotada uma emenda na lei, permitindo que as mulheres usassem calças, mas apenas diante de duas situações: “se estiverem segurando um guidão de uma bicicleta ou as rédeas de um cavalo”. Essa lei só foi revogada em 26 de julho de 2013. Do mesmo modo, foram as sufragistas inglesas que iniciaram uma campanha política contra o espartilho em 1904 e logo depois as francesas se uniram a causa, e em 1906 o sutiã é adotado em nome da liberdade de movimento das mulheres.

Desse modo, é preciso criticar a noção monolítica de que as mulheres são escravas da moda bem como aquele que afirma que uma mulher se veste apenas para agradar a um homem. As mulheres se vestem para agradarem a si mesmas e inventam estilos que reforçam sua personalidade e liberdade. Nesse sentido, este curso pretende fazer uma viagem histórica através do papel reivindicativo da roupa.
O curso pretende refletir sobre a importância de iniciativas de moda inclusiva na ressignificação do papel da mulher, em sua constante luta contra estruturas de poder patriarcal e heteronormativo, bem como as relações entre moda e feminismo.

Cronograma

Aula 1 – As mulheres e a arte de tecer

Aula 2 – A tecelagem e a costura como ofício

Aula 3 –  O século XIX: o feminismo e a guerra contra o espartilho

Aula 4 O século XX: as mulheres e a revolução na moda

Alunos

Carga horária total – 4 encontros – 12 horas

Para: Aberto a todxs interessadxs

*Este curso é oferecido na modalidade ONLINE, portanto é necessário ter acesso à internet. As aulas irão acontecer ao vivo no aplicativo ZOOM. Indicamos que o participante tenha um computador ou celular com câmera e microfone.

*Não conseguiu assistir a algum dos encontros ao vivo? Basta solicitar a gravação da aula para nossa equipe de atendimento no email atendimento@barco.art.br ou no whatsapp (11) 98987-8011. As gravações são enviadas em links pessoais e intransferíveis, ficando disponíveis por 7 dias corridos após a realização da aula ao vivo.

sobre o professor

Professor

  • Carla Cristina Garcia
    Carla Cristina Garcia é mestre e Doutora em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e pós-doutorada pelo Instituto José Maria Mora (México, DF). É professora da PUC-SP e autora dos livros Ovelhas na Névoa: um estudo sobre as mulheres e a loucura (Ed. Rosa dos Tempos/Record), Produzindo Monografia (Ed. Limiar), As Outras Vozes: memórias femininas em São Caetano do Sul (Ed. Hucitec), Sociologia da Acessibilidade (IESD), Hambre del Alma, Escritoras e o banquete de palavras (Ed. Limiar), Breve História do Feminismo (Ed. Claridade), O Rosa, o Azul e as Mil Cores do Arco-Íris e Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente (no prelo).