Na Linha de Frente – Reportagem em Zonas de Conflito

com
Yan Boechat
> O relato do dia-a-dia, a preparação de uma cobertura e como agir nas áreas mais perigosas e remotas do globo.

/data

Curso em pré-venda. Será realizado presencialmente, no b_arco, ainda em 2020.

segunda a sexta, das 19h30 às 22h30

/valor

Detalhes Preço Qtd
Desconto até 30/4 - à vistaMais Detalhes  R$430,00 (BRL)  
Parcelado - 2xMais Detalhes  R$240,00 (BRL)  
Após 30/04 - à vistaMais Detalhes  R$620,00 (BRL)   A partir de
1 de Maio de 2020
Parcelado - 2xdmissionMais Detalhes  R$340,00 (BRL)   A partir de
5 de Maio de 2020

/compartilhe!

Compartilhar no facebook
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp

/conteúdo

Apresentação

Cobrir uma guerra, uma revolução, um desastre natural é um sonho de jovens jornalistas, fotógrafos e documentaristas. Os relatos de Robert Capa transformaram coberturas em áreas de conflito em momentos de aventura e fama, mas escondem um dia-a-dia de alta tensão. Há muita espera e trabalho chato para se conseguir chegar onde a ação está. E, quase sempre, só temos chance de ver a parte que nossos anfitriões (exércitos, governos, rebeldes, ativistas) querem que vejamos.

 

Conteúdo

Nesse workshop mostramos como é feita a preparação para organizar uma cobertura em uma área de conflito e quais os desafios para se chegar – e sair – aos pontos mais perigosos e remotos do mundo. A partir das experiências que o repórter Yan Boechat viveu durante 20 anos, percorrendo mais de 50 países convidamos os participantes a refletir sobre a experiência de estar em uma zona de conflito e, principalmente, entender como se chega e sai de lá.

 

Cronograma

Aula 1 – Por que ir?

  • A história de William Howard Russel e como sua cobertura da Guerra da Crimeia definiu a moderna cobertura de Guerra.
  • Jornalismo de Guerra ao longo do Século XX
  • A explosão dos freelancers nos campos de batalha e a cobertura de guerra com a chegada da Internet
  • A importância de ir até “lá”. Porque precisamos sentir o cheiro da morte para contar uma história de dor e sofrimento com honestidade.
  • Se o jornalismo não foi capaz de mudar a brutalidade das guerras em mais de 150 anos, por que ainda vale a pena cobrir uma guerra?

 

Aula 2 – A partida

  • O medo, a tensão, as incertezas que precedem a partida
  • A logística e custos de uma cobertura. Basta um saco de notas de dólar?
  • O que se deve aprender antes de ir? A quem interessa esse conflito?
  • O fixer. Como escolher a pessoa que pode determinar se você sairá vivo ou morto do campo de batalha.
  • A confiança e os conflitos éticos da relação entre fixer e o jornalista
  • Onde encontrar um bom fixer? Minhas boas e más experiências com fixers

 

 Aula 3 – No Campo Minado

  • Um papo virtual com um fixer que atua nesse momento em uma área de conflito, como a Síria ou o Iraque.
  • Encontrando boas histórias e personagens que possam representar conflitos tão distantes. Como fazer com que o sofrimento de uma muçulmana síria possa ser compreendido por uma evangélica paulistana?
  • Manter-se são, forte e distante diante da barbárie. Quando perceber que o horror se torna o normal?
  • O papel do jornalismo na guerra: o que transformou Assad na representação do mal e celebrou as pequenas vitórias da Al Qaeda na Síria. Como os Estados Unidos conseguiram matar milhares de civis no Iraque e na Síria e ainda assim transmitir a imagem de salvadores da civilização.

 

Aula 4 – Para contar uma boa história é preciso sair vivo

  • Aceitar a possibilidade da morte para não fazer dela seu maior inimigo em campo. Os momentos que aceitei correr riscos em prol de uma boa história e quando optei não seguir em frente e perdi boas histórias
  • A importância dos equipamentos de segurança – Como é a experiência de passar o dia com um colete a prova de balas e um capacete balístico
  • O kit médico e a necessidade de saber como usá-lo. As consequências de não estar devidamente preparado
  • A importância de se montar um bom plano de mitigação de riscos e uma introdução a como fazê-lo
  • Os impactos emocionais da experiência em uma zona de conflito e os riscos de se tornar um adrenaline junkie
  • Os impactos de uma cobertura na vida cotidiana – As dificuldades que pope se enfrentar na readaptação ao mundo normal. As experiências de voltar pra casa.
  • Vale a pena arriscar a vida para contar uma grande história e viver experiências únicas?

 

 

Alunos

Público-alvo: Entusiastas, jornalistas, fotógrafos, pesquisadores, estudantes de Jornalismo e Relações Internacionais e interessados em boas histórias.  Além de conhecer o dia-a-dia na cobertura de conflitos, os participantes terão uma ideia clara de como se preparar para cobrir uma zona de conflito

Carga horária total: 4 encontros – 12 horas

Este curso está sendo oferecido na modalidade pré-venda. Isso significa que será realizado presencialmente, no b_arco, ainda em 2020. Estamos adiantando as vendas para garantir a realização do curso e oferecer vantagens no pagamento para quem quiser garantir sua vaga desde já!

 

 

 

 

sobre o professor

Professor

  • Yan Boechat
    Yan Boechat é jornalista e fotógrafo com mais de 20 anos de experiência nos principais veículos de comunicação do País. Formado pela Universidade Federal de Santa Catarina, atuou em diversas áreas de cobertura, como economia, política, geopolítica e assuntos internacionais. Na última década realizou coberturas em áreas de conflito como Síria, Iraque, Gaza, Afeganistão, Ucrânia, República Democrática do Congo, Egito, Líbano, Venezuela e Tunísia. Publicou reportagens em texto, foto e vídeo em jornais, revistas, site e canais de televisão como Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo, O Globo, Veja, istoé, Época, BBC, Deutsche Welle, Voice of America, De Morgen, Knack, TV Bandeirantes. Atualmente é repórter freelancer.