Patrimônios Culturais Indígenas e Quilombolas

com
David Ribeiro
> Compreendendo as práticas coloniais e escravistas através das histórias do Brasil

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5 a 8 de julho de 2021

segunda a quinta, das 19h às 21h30

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Sentimos muito, mas todos os bilhetes tiveram suas vendas finalizadas porque o evento já ocorreu.

As inscrições estão encerradas.

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Considerando que o Brasil foi construído sobre estruturas de violência e desumanização, fortemente marcadas pelo racismo, este curso busca apresentar de que forma a cultura pode ser um caminho para a superação de nossas persistências coloniais e escravistas. Faremos isto tomando como referência as políticas que trouxeram à visibilidade os patrimônios culturais indígenas e quilombolas, especialmente a partir do registro da Tava, Lugar de referência para o povo Guarani e do Sistema Agrícola Tradicional das Comunidades Quilombolas do Vale do Ribeira.

 

Cronograma

Aula 1 | Histórias difíceis do Brasil: as violências persistentes contra populações negras e indígenas

Compreensão em perspectiva histórica das violências direcionadas às populações negras e indígenas no Brasil, partindo especialmente da situação no campo e do não reconhecimento das territorialidades indígenas e quilombolas. Caracterização dos impactos da colonização sobre os povos indígenas e da escravização de africanos como “histórias difíceis” e, diante disso, da importância do “dever de memória”.

 

Aula 2 | O papel da cultura entre a construção e a desconstrução das desigualdades

Análise da linguagem das grandes exposições, dos museus e dos “zoológicos humanos” e suas funções na aprendizagem do racismo. Avaliação das políticas culturais brasileiras, que transitaram da reprodução dos padrões europeus de nação e civilização (século XIX) para uma valorização excludente a partir da noção de “democracia racial” (anos 1930-1970) e, por fim, a uma noção democrática e antropológica de cultura após a Constituição de 1988.

 

Aula 3 | O patrimônio imaterial como caminho

Discussão sobre os caminhos construídos a partir da Constituição de 1988 sobre os direitos indígenas e quilombolas, articulando os direitos territoriais aos culturais. Abordagem do conceito de referências culturais, consagrado no Programa Nacional do Patrimônio Imaterial criado em 2000. Avaliação a partir do processo de patrimonialização da Tava, Lugar de referência para o povo guarani e do Sistema Agrícola Tradicional das Comunidades Quilombolas do Vale do Ribeira.

 

Aula 4 | Narrativas indígenas e quilombolas para um Brasil afro-indígena

A partir do cinema guarani mbyá e das iniciativas de valorização da roça quilombola, a aula final aborda especialmente as narrativas comunicadas por esses agentes para a sociedade envolvente. Considerando o que nos dizem, identificaremos as propostas que nos fazem para a superação das histórias difíceis e violentas que nos forjaram enquanto país.

 

Aluno

Para: aberto a todos os interessados

Carga horária total: 4 encontros – 10h

*Não conseguiu assistir a algum dos encontros ao vivo? Sem problemas, nós enviamos a gravação da aula no dia seguinte, por email, em links pessoais e intransferíveis que ficam disponíveis por 7 dias corridos após a realização da aula ao vivo.

*Todos os cursos do b_arco oferecem certificado de aproveitamento, com detalhamento de carga horária, que são enviados por email 1 semana após o encerramento do curso.

 

sobre o professor

Professor

  • David Ribeiro
    David Ribeiro é historiador, doutor em História Social pela Universidade de São Paulo (USP). Atua nas áreas de história do Brasil, museologia e patrimônio e história afro-brasileira e indígena. Em 2014, fez um estágio de pesquisa na Biblioteca Nacional de Portugal sobre o intelectual português e curador da exposição do quarto centenário de São Paulo, Jaime Cortesão. Entre novembro de 2019 e fevereiro de 2020, pesquisou sobre a musealização do colonialismo e da escravidão e sobre a relação entre museus e sociedade no AfricaMuseum (Tervuren, Bélgica) e no Museu Internacional da Escravidão (Liverpool, Reino Unido). Foi professor da rede municipal de São Paulo e educador do Museu Afro Brasil.