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Lorenna Montenegro, que irá ministrar curso dedicado à representação e representatividade de mulheres no audiovisual, indica três documentários indispensáveis para o tema!

Ainda este mês, na programação #b_arcoemcasa, a crítica de cinema, roteirista, jornalista cultural e produtora de conteúdo Lorenna Montenegro irá ministrar o curso online “Construção de personagens femininas e representatividade no audiovisual”.

O curso pretende refletir sobre questões vinculadas tanto à linguagem cinematográfica em si – abordando conceitos como filmologia feminista, olhar masculino, tropes problemáticos e outros – quanto à produção audiovisual em nossos tempos, apresentando ações de ativismo e de luta pela igualdade de gênero no mercado audiovisual. Para iniciar a discussão sobre o tema, Lorenna indicou ao blog do b_arco três documentários que conseguem abarcar questões diversas da presença de mulheres no cinema! Confira abaixo a lista:

1. “Alice Guy-Blaché – A História Não Contada”, de Pamela B. Green

(disponíveis nas plataformas Vivo Play e Telecine)

O filme conta a história de Alice Guy Blanché, cineasta francesa, contando um pouco do apagamento sofrido por ela e tantas outras mulheres. Ela fez seu primeiro filme em 1896, aos 23 anos. Da mesma forma, ele escreveu, dirigiu e produziu mais de 1.000 filmes que são reconhecidos até hoje por diferentes espectadores.

2. “E a mulher criou Hollywood”, de Clara Kuperberg e Julia Kuperberg

(disponível no Globoplay)

Este documentário trata das pioneiras no cinema ocidental, focando em Hollywood. Através de um olhar aprofundado sobre as pouco conhecidas e empolgantes histórias de artistas essenciais para a construção do cinema norte-americano como Lois Weber, Mary Pickford e Dorothy Arzner, que não só revelam a importância do papel da mulher no cinema como também provam, mais uma vez, que o machismo de Hollywood, que relega as mulheres aos papeis secundários e que enterra as histórias de pioneiras do cinema.

3. “Isso Muda Tudo”, Tom Donahue

Trazendo um pouco para a contemporaneidade, tem o documentário produzido pelo instituto da Geena Davis, apresentado em 43ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que fala um pouquinho sobre as principais mudanças ocorridas na indústria a luz dos movimentos #metoo e #times’up. Dina Davis, reconhecida como atriz e também produtora, mostra seu trabalho a frente do instituto que promove estudos sobre o gênero feminino dentro da indústria norte-americana. O documentário traz dados muito interessantes, que vão desde as visões de mulher criadas por animações da Disney, até filmes live-action que ainda persistem nestes esteriótipos. Ela entrevista também críticas de cinema, teóricas, artistas, para compreender estas mudanças.