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8 de março é marcado como o Dia Internacional de Luta das Mulheres. A data, ligada historicamente às lutas feministas e das mulheres trabalhadoras, é apenas um marco em um cotidiano de constantes desafios vividos por mulheres em todo o mundo. Por isso, o b_arco quer aproveitar este dia para indicar leituras e filmes que ajudem a compreender esta luta! 

São indicações que já passaram por alguns de nossos cursos, ministrados por professoras que se dedicam a pensar o lugar da mulher na sociedade patriarcal. Desde documentários que comentam o lugar da mulher no cinema, passando por grandes obras escritas por mulheres e chegando a leituras que são imprescindíveis para entender o feminismo.

Isso porque acreditamos que o 8 de março é uma data que relembra a luta feminina cotidiana, mas que deve ser apoiada todos os dias! Consumir filmes, livros e produções de mulheres é uma parte importante para transformar a narrativa de exclusão e opressão, mudando nossas referências do que é ser mulher e de como a sociedade deve tratá-las. 

Confira a lista preparada pela equipe do b_arco!

  1. Documentário “E a mulher criou Hollywood”, de Clara Kuperberg e Julia Kuperberg

Recomendado pela professora Lorenna Montenegro, que irá ministrar o curso “A Construção de Personagens Femininas no Audiovisual” em abril, este documentário trata das pioneiras no cinema ocidental, focando em Hollywood. Através de um olhar aprofundado sobre as pouco conhecidas e empolgantes histórias de artistas essenciais para a construção do cinema norte-americano como Lois Weber, Mary Pickford e Dorothy Arzner, que não só revelam a importância do papel da mulher no cinema como também provam, mais uma vez, que o machismo de Hollywood, que relega as mulheres aos papeis secundários e que enterra as histórias de pioneiras do cinema.

  1. Livro “Breve História do Feminismo”, de Carla Cristina Garcia

O livro da professora Carla Cristina Garcia, que já ministrou diversos cursos que tratam das questões feministas no b_arco, é uma introdução importante ao histórico de lutas das mulheres! O feminismo pode ser definido como a tomada de consciência das mulheres como coletivo humano da opressão e exploração por parte do coletivo de homens no seio do patriarcado sob suas diferentes fases históricas. Desta forma, se articula como filosofia política e, ao mesmo tempo, como movimento social. É, ainda, uma consciência crítica sobre as tensões e contradições que encerram todos esses discursos que intencionalmente confundem o masculino com o universal.

  1. Curta “Resposta das Mulheres”, Agnés Varda

A partir da pergunta ‘O que é ser uma mulher?’, proposta por um canal de televisão francês a várias mulheres cineastas, a diretora Agnés Varda criou este cine-panfleto com algumas das respostas possíveis, no que diz respeito ao corpo das mulheres, coletadas por mulheres diversas. Ainda que esteja datado, o curta de 1975 traz algumas das questões mais importantes para o movimento das mulheres da França daquele momento. Agnes Varda foi tema do curso “O Cinema Biográfico de Agnès Varda”, ministrado por Bianca Dias no último ano, investigando a produção de uma das mais importantes diretoras da história do cinema!

  1. Documentário “She’s Beautiful When She’s Angry”, Mary Dore

O documentário aborda a luta das mulheres do movimento feminista nas décadas de 1960 e 1970 nos EUA, conhecido como a Segunda Onda Feminista. O movimento abriu caminhos para a expansão do feminismo como é conhecido nos dias de hoje. No filme, as histórias são narradas por mulheres norte-americanas que participaram dos protestos naquela época. Uma das melhores produções para explicar os caminhos do movimento feminista, o documentário já foi recomendado por Carla Cristina Garcia em alguns de seus cursos no b_arco.

  1. Livro “Calibã e a Bruxa: Mulheres, corpos e acumulação primitiva”, Silvia Federici

A bruxaria foi um tema abordado no curso “Bruxas e feiticeiras na História da Arte – Que Las Hay, Las Hay”, ministrado por Juliana Guide no b_arco. Neste livro, fruto de um projeto de pesquisa de mais de trinta anos desenvolvido pela historiadora Silvia Federici, o tema não é visto pela ótica da Arte, mas pelas profundas implicações sociais da caça às bruxas na Europa. Alguns dos elementos apontados pela pesquisadora persistem no contexto contemporâneo em que há a intensificação da violência contra as mulheres e a retomada da caça às bruxas – ainda que em “nova roupagem” – em alguns países, como o Brasil.