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Marcelo Montenegro, que irá ministrar o curso “Roteiro de Ficção – O Trabalho de um Criador de Séries” indica entrevistas com criadores comentando seus ofícios 

Como inspiração para a discussão sobre o trabalho de roteiristas que será promovida nas aulas de seu curso que se inicia em abril no b_arco, o roteirista Marcelo Montenegro preparou um texto para o blog do b_arco com indicações de entrevistas, em vídeo e texto, de criadores (diretores, escritores e outros) comentando sobre seus ofícios. A lista é inspiradora para quem quer entender o trabalho criativo e prepara o terreno para o assunto que será abordado em profundidade no curso, que ainda está com as inscrições abertas aqui! Confira o texto na íntegra, abaixo:

Adoro ver/ ler/ ouvir criadores e criadoras falando sobre os seus ofícios. Mais: acho crucial – e fascinante – pensar no quanto a experiência de uma pintora pode alimentar o trabalho de um ator; ou como uma reflexão de um compositor de música popular pode enriquecer o universo de um artista plástico – inclua aí, claro, todas as variações e vice-versas possíveis. 

Para ficar na nossa área específica (e em livros já traduzidos por aqui), vale citar: “Lições de roteiristas – Roteiristas falam sobre seus filmes mais importantes” (Kevin Conroy Scott, Civilização Brasileira) e “Na sala de roteiristas – Conversando com os autores de Friends, Família Soprano, Mad Man, Game of Thrones e outras séries que mudaram a TV” (Christina Kallas, Zahar), além da bela série “Conversas” (Cosac Naify) com volumes dedicados a Woody Allen, Martin Scorsese e Stanley Kubrick. Indico também o ótimo “Monty Python – Uma autobiografia escrita por Monty Ptyhon” (Realejo Livros), cuja narrativa – no melhor estilo “Mate-me por favor” (L&PM) – é inteiramente composta por depoimentos dos integrantes do célebre grupo inglês. Há ainda as conversas de Lucas Paraizo com importantes roteiristas brasileiros (“Palavra de Roteirista”, Senac) e, obviamente, o imprescindível “Hitchcock-Truffaut” (Companhia das Letras). 

Mas, voltando à importância dos intercâmbios entre campos distintos do fazer (Clarice Lispector entrevistando Tom Jobim, por exemplo), queria muito indicar uma longa e excelente entrevista que o Nick Hornby fez com o David Simon (criador de The Wire) em 2007; e – saindo um pouquinho do formato entrevista – um lindo texto do Enrique Vila-Matas sobre Mad Man

“An Interview with David Simon” (em inglês)

https://believermag.com/an-interview-with-david-simon/ 

“Como Mad Men reconciliou o escritor Vila-Matas e as formas breves – Espanhol analisa o engenho narrativo do drama televisivo em livro.”

https://brasil.elpais.com/brasil/2015/03/27/cultura/1427473481_503083.html