O Prazer de Ler e o Prazer de Escrever

com
Ruy Castro e Heloisa Seixas
> Hábitos de leitura e escrita comentados e relacionados por dois grandes escritores brasileiros

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16 a 25 de novembro de 2020

segundas e quartas, das 19h às 21h30

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Detalhes Preço Qtd
Desconto à vistaMais Detalhes  R$380,00 (BRL)  
Parcelado - 2xMais Detalhes  R$210,00 (BRL)  

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Como leitores e como escritores, Ruy Castro e Heloisa Seixas têm longa relação com a palavra. Na verdade, foi a palavra que determinou seus destinos e fez com que sempre vivessem dela profissionalmente – em jornais, revistas e, dos anos 90 para cá, nos livros. É também da palavra que tratam os inúmeros cursos e palestras que têm dado nos últimos anos, sobre as principais especialidades de cada um: a não ficção, por Ruy, e a ficção, por Heloisa.

Ruy, como se sabe, é autor das biografias de Nelson Rodrigues, Garrincha e Carmen Miranda, além de livros de reconstituição histórica sobre a bossa nova, o samba-canção e o Rio moderno dos anos 20. Heloisa é autora de romances, como “Diário de Perséfone”, e de livros de contos, como “A noite dos olhos”, ambos lançados em 2019 pela Companhia das Letras. Quase todos os seus livros foram finalistas do Prêmio Jabuti.

Mas, a provar que podem também fugir de suas especialidades, Ruy já produziu dois romances, “Bilac vê estrelas” e “Era no tempo do rei”, e Heloisa, livros de observação humana, como “O lugar escuro”, sobre o Alzheimer de sua mãe, e “O oitavo selo”, sobre os confrontos de Ruy com a morte. Escreve também para teatro.

E, como se estivessem se preparando para este curso, ambos já escreveram sobre literatura: Ruy, em “O leitor apaixonado”, também pela Companhia das Letras, e Heloisa, em “O prazer de ler”, pela Casa da Palavra. Os dois têm muito a ensinar sobre a palavra como fonte de trabalho – e de prazer.

O cursos consiste em quatro aulas em que Ruy e Heloisa partem de suas experiências pessoais, como leitores e escritores, para comentar aspectos importantes da relação humana com a literatura.

 

 

 

Cronograma

Aula 1 

A descoberta da linguagem é como nascer pela segunda vez — só que conscientemente. Como se dá o primeiro confronto com a palavra? O encanto da criança ao penetrar na constelação das palavras.
O convívio com a palavra impressa – a leitura dos jornais, revistas e outros meios nos torna contemporâneos do mundo. O convívio com a palavra oral. A importância da contação de histórias — quantas crianças não foram apresentadas à palavra por uma avó que contava histórias? (Inclusive de terror!). Como fazer com que algo que se escreve se torne “fácil de ler”?
O primeiro contato com a palavra pode determinar um destino: o que levou Ruy e Heloisa a diferentes universos – não-ficção e ficção?

 

Aula 2 

A descoberta da leitura. O livro associado ao prazer, não a uma obrigação escolar. O drama dos professores que não têm tempo de ler por prazer.
A leitura como um vírus — o hábito que, uma vez adquirido, torna-se eterno.
O preconceito contra a literatura popular, às vezes considerada “menor”. O fascínio dos livros de terror, aventura, ficção científica. Em contrapartida, o prestígio dos vanguardistas, para os quais o romance e a poesia “tradicional” acabaram — será?
A dificuldade de leitura dos clássicos, tanto brasileiros quanto estrangeiros — vide “Os sertões” e “Ulisses” —, e as maneiras de contorná-la. Como aprender a amar a literatura do século 19, quando às vezes as coisas “demoram a acontecer”.
Do passivo ao ativo — passar de leitor a escritor. Mas este será o assunto das duas próximas aulas.

 

Aula 3 

Como começar a escrever? Pelo conto ou pela crônica? A longa experiência de Ruy (na “Folha”) e Heloisa (no “Jornal do Brasil”) como cronistas. Quando se atravessa a fronteira entre um gênero e outro (às vezes escrevemos na primeira pessoa coisas que não aconteceram conosco). A importância da crônica no Brasil e sua influência na linguagem da imprensa. Os macetes dos contos — quando um deles resolve crescer e se tornar uma novela ou, quem sabe, um romance.

 

Aula 4 

Um romance pode se basear em fatos da História ou ser pura imaginação? Qual é o mais “autêntico”? Como fazer um romance histórico não parecer um relatório — e como fazer uma biografia ser lida com o prazer de um romance sem comprometer a verdade?
A ficção e suas estranhezas — as coincidências, os personagens que tomam conta da história. A chamada autoficção: o que é e o que não é autobiográfico numa romance (e isso importa?). E o biógrafo pode se misturar com seus personagens? Não!
E muitas outras questões sobre as quais os alunos poderão perguntar.

 

 

 

Aluno

Público-alvo – aberto a todos os interessados

Carga horária total – 4 encontros – 10 horas

*Este curso é oferecido na modalidade ONLINE, portanto é necessário ter acesso à internet. As aulas irão acontecer ao vivo no aplicativo ZOOM. Indicamos que o participante tenha um computador ou celular com câmera e microfone.

sobre o professor

Professor

  • Ruy Castro
    Ruy Castro começou em 1967 como jornalista - “Correio da Manhã”, “Manchete”, “O Pasquim”, “Jornal do Brasil”, TV Globo, “IstoÉ”, “Playboy”, “Veja”, “O Estado de S. Paulo” e, várias vezes, “Folha de S. Paulo” -, antes de passar em 1989 a trabalhar também com livros, dos quais tem mais de 40 publicados.
  • Heloisa Seixas
    Heloisa Seixas trabalhou como jornalista e tradutora durante muitos anos (incluindo 12 anos no jornal O Globo e sete anos como assessora de imprensa da representação da ONU no Rio), antes de se dedicar à literatura. Seu primeiro livro, Pente de Vênus (contos), publicado em 1995, foi finalista do Prêmio Jabuti. De lá para cá, escreveu mais de vinte livros, e foi outras três vezes finalista do Jabuti: com os romances A porta, Pérolas absolutas, O oitavo selo (este último, também finalista do Prêmio São Paulo e semifinalista do Oceanos). Sua produção inclui não só contos e romances, como também crônicas, matérias jornalísticas, literatura juvenil e infantil e, nos últimos anos, peças de teatro. Heloisa, que durante dez anos escreveu a coluna “Contos mínimos” na Folha de S. Paulo e no Jornal do Brasil, é também autora de um livro sobre o mal de Alzheimer, O lugar escuro (Objetiva, 2007). Seus livros mais recentes são O oitavo selo (Cosac Naify, 2014), uma mistura de ficção e realidade, narrando os confrontos de seu marido, Ruy Castro, com a morte; Agora e na hora (Companhia das Letras, 2017), uma narrativa sobre a morte e sobre o ofício de escrever (finalista do prêmio São Paulo de Literatura) e o volume de contos A noite dos olhos (Companhia das Letras, 2019).