Túnel do tempo – Como Viemos da TV a Lenha para Milhões de Canais

com
Gabriel Priolli
> Minissérie em quatro episódios-aula, sobre a evolução do audiovisual eletrônico no Brasil.

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21 a 24 de setembro de 2020

segunda a quinta, das 19h às 21h30

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Detalhes Preço Qtd
Desconto à vistaMais Detalhes  R$280,00 (BRL)  
Parcelado - 2xMais Detalhes  R$150,00 (BRL)  

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Cronograma

O curso apresenta a evolução histórica do audiovisual eletrônico no Brasil, da introdução da televisão em 1950 até o ambiente atual, das redes sociais e sistemas digitais de distribuição de imagens. Mostra como chegamos à comunicação por imagens que fazemos hoje e como construímos o nosso jeito de fazer.

O formato de exposição é inspirado em um seriado clássico da televisão, de grande sucesso mundial e no Brasil: O Túnel do Tempo, de Irwin Allen.

Mesmo criador de Perdidos no Espaço, Terra de Gigantes e Viagem ao Fundo do Mar, Allen lançou em 1966 o seriado em que dois cientistas americanos, trabalhando num projeto secreto de viagens no tempo, são lançados numa aventura interminável por acontecimentos do passado e do futuro. Na tentativa sempre frustrada de trazê-los de volta ao presente, seus colegas de projeto os arremessam todas as semanas a novos locais, nas eras mais distintas.

Em cada uma das aulas, os alunos vivem a mesma experiência dos personagens do seriado. São transportados — de surpresa — a uma época e um local determinados do tempo, onde conhecem a realidade do audiovisual naquele instante e entendem as suas conexões com o presente. Essas épocas/locais assinalam momentos decisivos na história do audiovisual eletrônico no Brasil, quando alguma coisa está surgindo e mudará o rumo dos acontecimentos.

As aulas são guiadas por filmes, vídeos, fotos e artes dos períodos abordados. O conteúdo informativo e formativo é passado através da imersão dos alunos na iconografia de cada período. O roteiro expositivo é guiado pelas imagens. Os olhos são a porta de entrada dos conceitos apresentados.

 

 

Cronograma

Episódio/Aula 1 — Da TV ao vivo ao império do videoteipe. Primeiro: programação inteiramente local, ao vivo e elitista. Rádio transfere pessoal, formatos de programas e esquemas de publicidade. Agências de publicidade importam formatos e produzem programas. Comercialização “selvagem”, descontrole de anúncios. Operação precária, erros freqüentes, improvisação. Desarticulação com o cinema. Depois: produção em videoteipe. Copiagem e reexibição de programas. Comercialização de fitas de VT cria mercado nacional. Redução dos custos de produção, capitalização das emissoras. Produção centraliza-se no sudeste. Sucesso das novelas inibe avanço das séries e integração com o cinema.

 

Episódio/Aula 2 – Da TV em rede nacional à competição com o home video. Investimentos estatais para a integração do país e formação das redes nacionais de televisão. Transmissão via Embratel e via satélite. Implantação da TV a cores. Nacionalização e colorização da grade de programação. Articulação da TV com a política, concessões de canais para políticos. Surgimento do videocassete doméstico e do mercado de home video, com locação e venda de filmes e games. Nova fase para a produção independente. Sobe o satélite brasileiro, todo o território coberto por televisão. Novas redes de TV no mercado.

 

Episódio/Aula 3 – Da TV por Assinatura à TV Digital. Mudanças na tecnologia, no mercado e na legislação. Explosão da oferta de canais, a cabo e via satélite. Programação segmentada versus programação generalista. Influência dos formatos internacionais (sitcoms, game shows, reality shows). Guinada populista na TV aberta. Surgimento da internet, dispersão da audiência. Introdução da TV digital, debate regulatório, definição do modelo. A questão da interatividade: TV digital ou internet? Pressões por regionalização de programação, cinema brasileiro e produção independente na TV.

 

Episódio/Aula 4 – A formação do império digital. Avanço da internet, hesitações da TV na convergência tecnológica. Transição da mídia impressa para portais de conteúdo, concorrência na distribuição de vídeo.  Surgimento das redes sociais e conquista da hegemonia da audiência. Fragmentação na oferta de conteúdos audiovisuais. A rivalidade do YouTube com a TV, na sedução de milhões de espectadores. Tecnologia 3G e a conversão do celular em device principal da mídia contemporânea. Câmeras de vídeo no celular, redes sociais e empoderamento do telespectador. Deslocamento de papéis de produtores, distribuidores e consumidores de conteúdos audiovisuais. Milhões de novos canais: agora todo mundo é mídia.

 

 

 

Aluno

Público-alvo: Profissionais e estudantes de audiovisual, propaganda, jornalismo, teatro e mídias digitais. Interessados em geral na história da cultura e das comunicações brasileiras.

Carga horária total – 4 encontros – 10 horas

*Este curso é oferecido na modalidade ONLINE, portanto é necessário ter acesso à internet. As aulas irão acontecer ao vivo no aplicativo ZOOM. Indicamos que o participante tenha um computador ou celular com câmera e microfone.

 

 

sobre o professor

Professor

  • Gabriel Priolli
    Gabriel Priolli não é pai de Gabriela Prioli, nem parente, mas gostaria muito, porque a admira. Em comum com ela, além do nome inteiro salvo duas letras, ele tem 45 anos de atividades no campo onde Gabriela se iniciou neste ano: a televisão. Desde 1975, Priolli foi repórter, editor, apresentador, produtor, diretor e criador de programas, diretor de programação, de jornalismo e de rede, consultor e etc, nas tevês Cultura, Globo, Bandeirantes, Record, Gazeta, Canal 21 e TV Escola. Por 25 anos, cobriu televisão como repórter, editor, colunista ou crítico, na Folha de S.Paulo, Veja, O Estado de S.Paulo, Época, Gazeta Mercantil, Carta Capital, Imprensa e outros veículos. Também por 25 anos, foi professor de telejornalismo na PUC-SP, onde implantou e dirigiu a TV PUC. Fundou e presidiu o CNU-Canal Universitário de São Paulo, a ABTU-Associação Brasileira de Televisão Universitária e a TAL-Televisão América Latina. Foi membro do Conselho de Comunicação Social (Congresso Nacional), do Conselho Superior do Cinema (Ministério da Cultura) e do Conselho Consultivo da TV Digital (Ministério das Comunicações). Atualmente, faz consultoria e desenvolve projetos em comunicação. É conselheiro do ICAB-Instituto de Conteúdos Audiovisuais Brasileiros, ligado à BRAVI-Brasil Audiovisual Independente. Tem coluna sobre jornalismo na revista Imprensa. Publicou livros, artigos em livros e centenas de textos na imprensa.