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Professor do curso “As Histórias dos Videoclipes QUEER” indica uma importante referência para  estética e identidade LGBTQIA+

Em janeiro, o b_arco irá promover em parceria com Duda Leite, o curso “As Histórias dos Videoclipes QUEER”. Neste curso online, serão discutidos clipes de artistas e bandas da comunidade LGBTQIA +, de grandes diretores queer que ajudaram a desenvolver a linguagem dos videoclipes, as aulas irão abordar os principais momentos dessa história estética e política. 

Um dos marcos desta história é a cultura camp – o nome é uma gíria para comportamento, atitude ou interpretação exagerada, artificial ou teatral; ou ainda um adjetivo que significa algo de mau gosto, muito artificial, exagerado, “cafona” ou “brega”. Manifestações com estética camp estiveram presentes nas artes visuais e no audiovisual, podendo ser consideradas precursoras de uma estética LGBTQIA+. Para referenciar esse conceito importante para as reflexões que irá propor nas aulas, Duda Leite indicou para o blog do b_arco um texto e uma exposição que marcaram as referências camp. Confira abaixo!

“Notas sobre o CAMP”, de Susan Sontag. 

Em 1964, a filósofa, escritora e jornalista Susan Sontag escreve um seminal manifesto sobre o Camp, intitulado “Notas Sobre o Camp”. “Camp” é uma sensibilidade fortemente ligada à cultura LGBTQIA+ desde então, apesar de não ser restrita à este grupo. Em 2019, o Metropolitan Museum de Nova York promoveu a exposição “Camp – Notes on Fashion” inspirada pelo manifesto de Sontag, que também foi o tema do Met Gala do ano. No link abaixo, vocês podem acessar o texto original de Susan Sontag na íntegra, traduzido para o português. 

https://perspectivasqueeremdebate.files.wordpress.com/2014/06/susan-sontag_notas-sobre-camp.pdf 

 

Exposição “Camp: Notes on Fashion”, que aconteceu no Metropolitan Museum, em Nova York: 

https://www.metmuseum.org/exhibitions/listings/2019/camp-notes-on-fashion