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Professor do curso “Séries de TV – desenvolvendo a bíblia de venda” retorna com mais indicações incríveis de séries que você não pode deixar de ver.

Em novembro, acontecerá a última edição do ano do curso com o diretor e um dos  criadores da série “3%”, Jotagá Crema. Neste curso online teórico, Jotagá Crema apresenta e discute os principais itens para se desenvolver uma bíblia de venda de dramaturgia seriada de ficção, compartilhando sua experiência de mais de uma década de mercado. 

Para compartilhar mais um pouco de seu conhecimento sobre séries, o blog do b_arco traz mais um lista de indicações de Jotagá Crema, desta vez focando em séries que têm universos, culturas, épocas e até mesmo línguas, muito diferentes! Confira abaixo:

A Amiga Genial (HBO)

Uma produção italiana de duas temporadas, por enquanto, disponível na HBO GO. Baseada na série de livros da misteriosa escritora Elena Ferrante, a história aborda o desenvolvimento de duas amigas em Nápoles nos anos 50. Falada no dialeto napolitano, a série acompanha as meninas que têm a mesma origem humilde, mas acabam seguindo caminhos diferentes na vida. Há, entre as duas protagonistas, uma espécie de constante competição, mas também de uma relação muito profunda entre elas. Uma produção muito bonita, com uma cinematografia incrível, que mostra a cultura italiana no pós-guerra através de uma dramaturgia bem construída e literária. 

Babylon Berlin (Sky, Globoplay)

Ainda na europa, a segunda indicação se passa no final dos anos 20, em Berlim, Alemanha. Retrata o período da República de Weimar e as disputas políticas que se colocam entre imperialistas, nacionais socialistas e comunistas. É um momento de efervescência cultural, com as vanguardas artísticas, libertação sexual e expressão individual, que a série retrata muito bem. Dentro deste contexto, a história acompanha a resolução de um crime, seguindo um detetive que vem da cidade de Colônia para Berlim para conduzir a investigação. Outra protagonista é uma mulher muito pobre, que ganha a vida se prostituindo, mas também vê seu potencial como investigadora. É interessante ver na série a construção deste universo, do nazismo em gestação, uma produção que reconstrói com riqueza e vida este período histórico.

Bom Dia Verônica (Netflix)

Uma série brasileira de investigação, em que acompanhamos um psicopata que age, como também as relações familiares dos personagens. A série levanta a questão do feminicídio e da violência doméstica, sendo o assassino um homem que abusa da esposa, além de cometer estes crimes. A protagonista é uma mulher forte, mas que lida com seus próprios traumas familiares, em uma teia de relações entre os personagens. São poucas as séries neste gênero no Brasil e “Bom dia, Verônica” está indo muito bem com o gosto do público, pois traz estes assuntos e discussões sobre o machismo em uma perspectiva construtiva; ainda entregando as expectativas do mistério. É uma adaptação de um livro homônimo de Raphael Montes com Ilana Casoy, ambos especialistas no gênero de crimes e mistérios e autores de best-sellers.

Raised by Wolves (HBO)

Uma série de ficção científica com um universo muito complexo, produzida por Ridley Scott (diretor de Alien, Blade Runner e outros sucessos) e que também dirige os primeiros episódios. Um retorno aos andróides já clássicos de Scott, mas de maneira mais humanizada e menos ambígua. Nessa série, aconteceu uma espécie de destruição do planeta Terra – que vamos descobrindo aos poucos como ocorreu – e a história se passa em um futuro muito longínquo. Neste momento, há um grupo de humanos que são os ateus e os que veneram o deus Sol. Os ateus mandam crianças para serem criadas por andróides, daí vem a nome da série. Mas de repente instaura-se um conflito com a chegada dos crentes no deus Sol. Vamos descobrindo novos poderes dos androides, o pai e a mãe, em que a história se centra, enquanto estas descobertas deles levam às origens daquele universo ficcional. Um dos diretores da série é o brasileiro Alex Gabassi, que tem um trabalho muito impressionante. É uma série gigantesca, do tamanho da obra de Ridley Scott, retornando à questões que marcam sua obra, assim como à estética do futurismo dos anos 80.