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Pesquisadora e professora Carla Cristina Garcia ministrará curso online sobre as teorias feministas contemporâneas no b_arco!

O termo feminismo ainda arranca alguns olhares tortos, mas as implicações contidas nessa expressão carregam consigo vários aspectos, intenções e ações deste que é um dos mais importantes (senão o maior) movimentos sociais emancipatórios do século XXI.

Pesando na urgência deste movimento como força propulsora na luta contra a desigualdade e a opressão, convidamos a professora doutora Carla Cristina Garcia para ministrar o curso online Introdução às teorias feministas contemporâneas, com o viés de apresentar as lutas de mulheres de todo o mundo e as influências das ideologias de igualdade de gênero na conquista de direitos.

Para iniciar as discussões sobre o tema, Carla Cristina Garcia propôs três leituras fundamentais sobre feminismo que serão leituras aliadas em seu curso, que se inicia na próxima semana. Confira abaixo:

Teoria feminista e as filosofias do homem, de Andrea Nye

A autora examina o lugar da mulher num mundo dominado pelo pensamento masculino e suas respectivas políticas, através de uma linguagem descomplicada e acessível. Andrea Nye é uma filósofa e escritora feminista. Nye é professora Emerita na Universidade de Wisconsin – Whitewater, do Departamento de Filosofia e Estudos Religiosos, e membro ativa do Departamento de Estudos da Mulher.

Pensamento Feminista: Conceitos Fundamentais, organizado por Heloisa Buarque de Hollanda

Organizado por Heloisa Buarque de Hollanda, ela mesma referência no campo dos estudos feministas no Brasil, tendo sido responsável pela edição no país de obras importantes como Tendências e Impasses, o feminismo como crítica da cultura(1994), em que apresentava alguns desses textos e autoras de forma pioneira, a presente coletânea reúne dezenove ensaios, tendo seu ponto de partida nos anos 1980, momento em que a própria ideia de gênero se consolida em suas abordagens mais relacionais e culturais, de que são exemplo trabalhos como os de Joan Scott, Nancy Fraser, Sandra Harding e Monique Wittig. Em um segundo momento, ainda na década de 1980, as reinvindicações específicas ganham espaço e a interseccionalidade, atualmente tão presente nas pautas feministas, se destaca nas vozes contestatórias de Audre Lorde, Patricia Collins, Gayatri Spivak, Lélia Gonzalez e Sueli Carneiro. Já no século XXI, em uma frente mais radical, se enunciam os conceitos contemporâneos de contrassexualidade, queer, sexopolítica, em que Judith Butler e Paul Beatriz Preciado se destacam como tendência revolucionária, atravessando os campos da teoria e da política.

Breve história do feminismo, da própria Carla Cristina Garcia

O feminismo pode ser definido como a tomada de consciência das mulheres como coletivo humano da opressão e exploração por parte do coletivo de homens no seio do patriarcado sob suas diferentes fases históricas. Desta forma, se articula como filosofia política e, ao mesmo tempo, como movimento social. É, ainda, uma consciência crítica sobre as tensões e contradições que encerram todos esses discursos que intencionalmente confundem o masculino com o universal.